Ao longos dos últimos cinco anos, muito mudou no mundo do trabalho. Algumas empresas voltaram ao modelo totalmente presencial, outras adoptaram a flexibilidade e ainda há aquelas que mantêm o formato remoto.
Um estudo de quatro anos da Universidade do Sul da Austrália confirmou o que os profissionais suspeitavam há muito tempo: quando podem trabalhar a partir de casa prosperam. Embora não esteja isento de desafios, os dados comprovam que o trabalho remoto melhora significativamente o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, reporta a Fortune.
Aqueles que trabalham a partir de casa não só poupam horas (e dinheiro) ao evitar as deslocações, como também conseguem canalizar esse tempo para coisas que realmente importam. Muitos utilizam este tempo para investir na saúde, seja uma sessão de ginásio, uma caminhada ou simplesmente a relaxar com um hobby criativo. Outros passam-no em família, desde refeições partilhadas a histórias para adormecer, e ainda há quem aproveite para tratar de responsabilidades domésticas em vez de as acumular ao fim-de-semana.
Outra mudança notável foi nos hábitos alimentares. Sem ter de levar uma sands de casa para o escritório ou desembolsar dinheiro extra para um almoço, o estudo descobriu que os trabalhadores remotos também são mais propensos a comer mais frutas e legumes, bem como refeições caseiras.
Mas talvez o mais impressionante seja que o facto de os trabalhadores remotos ganharem 30 minutos extra de descanso por noite. Pesquisas anteriores sugerem que estar num escritório traz um certo nível de stress que mantém os profissionais acordados. De facto, um em cada dois líderes sofre de “Sunday Scaries” — ansiedade relacionada com o trabalho que os mantém acordados nas noites de domingo — e as longas horas de trabalho, a pressão associada às responsabilidades da função contribuem para isso.
Embora os trabalhadores remotos não sejam completamente imunes a isto, o estudo mais recente sugere que, ao reduzir as políticas de deslocação diária e de escritório, os colaboradores experimentaram mais energia e menos stress.
Ao contrário do que alguns CEO alegam, a investigação da Universidade do Sul da Austrália descobriu que trabalhar a partir de casa não tem impacto no desempenho. De facto, a produtividade manteve-se estável e, em muitos casos, até melhorou.
Mas há uma questão: o poder de escolha importa. Tal como trabalhar num escritório pode ser uma experiência agradável para quem realmente quer estar presente, a produtividade, a motivação e o bem-estar melhoraram quando o trabalho remoto foi uma escolha pessoal, em vez de uma obrigação.














