É certo e sabido que liderar uma equipa é uma tarefa difícil para qualquer pessoa, mas certas faixas etárias são mais populares do que outras entre os colegas juniores e seniores, avança a Employee Benefit News.
De acordo com o “Generations at Work Report” de 2024 da FlexJobs, 49% dos trabalhadores disseram que os colegas da Geração X – aqueles que nasceram geralmente entre 1965 e 1980 – são os melhores gestores. Menos de um quarto disse o mesmo para os millennials e baby boomers. Mas o que é que os torna exactamente melhores gestores do que os homólogos geracionais?
«Os profissionais da Geração X estão bem avançados nas suas carreiras e provavelmente trabalharam com boomers e com a geração Y, o que lhes dá uma perspectiva única no local de trabalho», afirma Toni Frana, gestora e especialista em carreiras da FlexJobs. «Ter esta experiência intergeracional pode moldar o estilo de gestão de um manager da Geração X.»
Segundo Frana, os colaboradores da Geração X podem estar cientes dos desafios que os millennials – trabalhadores nascidos entre 1981 e 1996 – enfrentam enquanto navegam nos primeiros anos das suas carreiras, porque também passaram por eles. Por sua vez, isto influencia o estilo de comunicação dos gestores da Geração X com os millennials e dá-lhes a oportunidade de assumir um papel de mentor enquanto os gerem no desenvolvimento das suas carreiras, o que é altamente apreciado pelos colaboradores. O mesmo se pode dizer das suas relações com os baby boomers – aqueles nascidos entre 1946 e 1964 – dado que trabalharam sob a sua direcção durante anos.
Segundo o relatório, ter a liberdade de fazer o seu trabalho onde e quando quiserem também é importante para a Geração X, com 81% a afirmar que o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional era um dos principais objectivos profissionais e para 73% era dar aos colaboradores “a maior flexibilidade possível” – ambos com uma classificação mais elevada do que ganhar dinheiro. Manter estes valores como gestor torna-os populares entre as suas equipas, especialmente as gerações mais jovens.
«Há anos que sabemos que a maioria dos trabalhadores procura o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional e as opções de trabalho remoto ao longo das gerações», assegura Frana. «Estes dados mostram que os colaboradores continuarão a dar prioridade à procura de oportunidades que permitam flexibilidade no trabalho e equilíbrio entre a vida pessoal e profissional.»
Quanto ao que torna as gerações mais jovens menos equipadas para um papel de gestão, de acordo com este estudo, verifica-se que os millennials são os mais propensos a participar no “quiet quitting”, o que dificulta subir na hierarquia empresarial. Além disso, 20% dos millennials dizem que participaram em tendências como “rage applying” a vagas de emprego e “bare minimum Mondays”.
Já a Geração Z ganhou má reputação entre os colegas mais velhos por ser preguiçosa e autoritária, o que 59% dos baby boomers corroboram. Na sua maioria, a ruptura deve-se em grande parte à grande divisão cultural que leva os jovens trabalhadores a exigir trabalho flexível, mais salários e melhores benefícios. Mas os jovens colaboradores são os gestores do futuro, e Frana aconselha-os a prestar atenção aos sucessos e especialmente aos fracassos daqueles que vieram antes deles, se quiserem ser igualmente populares.
«À medida que as gerações mais jovens avançam na carreira para funções de gestão, estes dados podem servir como um lembrete de que os gestores de sucesso devem trabalhar para desenvolver credibilidade e confiança com as suas equipas. Isso irá garantir que cada membro da equipa – independentemente da geração – se sente ouvido e compreendido no trabalho», conclui Frana.














