Catarina Horta, Novo Banco: Os temas que a pandemia nos trouxe

Catarina Horta, directora de Capital Humano do novobanco, reconhece «já existiam profissionais nómadas antes da pandemia, mas depois de Março de 2020, verificou-se que havia muito mais funções que eram passíveis de serem desempenhadas de forma remota do que se pensou ser possível um mês antes». Leia a sua análise aos resultados do XXXIX Barómetro Human Resources.

 

«Hesitei em escrever a palavra pandemia no título, porque tinha a resolução de ano novo de deixar de me referir a este tema. Também sabemos que é tradição quebrar as resoluções de ano novo em Janeiro, por isso, aí está – resolução quebrada. E porquê? Porque me parece inequívoco que os dois grandes temas que são considerados prioritários neste barómetro se instalaram com a pandemia. Estou a referir-me à atracção e retenção de talento e às novas formas de organização. Vamos por partes e comecemos pela atracção de talento.

Já existiam profissionais nómadas antes da pandemia, mas convenhamos que depois de Março de 2020, todos verificámos que havia muito mais funções que eram passíveis de serem desempenhadas de forma remota do que pensávamos possível um mês antes. A “caixa de Pandora” abriu-se, e há toda uma exploração por parte dos profissionais portugueses por mercados internacionais, que lhes permite trabalhar de forma remota ou híbrida, sediados em Portugal, a usufruir do bom tempo e do seu contexto de origem, para empresas estrangeiras que oferecem condições contra as quais as empresas em Portugal não conseguem competir.

Se esta era a experiência de alguns segmentos, como a área tecnológica, tornou-se uma vivência de todo o mercado. E dificulta a atracção e a retenção de talento. Por outro lado, se fomos todos muito rápidos a adaptarmo-nos a uma forma de trabalho remota e híbrida em contexto pandémico, na qual aliás ainda vivemos, ainda estamos à procura de uma forma organizada de trabalhar no pós-pandemia. Quando o pico anterior da pandemia diminuiu, vimos várias organizações a tentarem voltar a um trabalho 100% presencial, com uma enorme resistência das pessoas, que já não se vislumbram a trabalhar da mesma forma. É a próxima aprendizagem que teremos de fazer em conjunto – novas formas de nos organizarmos no trabalho, através de trabalho remoto, trabalho híbrido, horários desfasados…»

 

Este testemunho foi publicado na edição de Janeiro (nº.133) da Human Resources, no âmbito da XXXIX edição do seu Barómetro. Está nas bancas. Caso prefira comprar online, tem disponível a versão em papel e a versão digital.

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