De acordo com um estudo da consultora global de recrutamento Robert Walters, a pandemia aumentou a jornada de trabalho de 54% dos portugueses. Já 42% mantiveram o mesmo horário e 4% reduziram.
O estudo mostra que 58% dos trabalhadores que viram o seu horário de trabalho alargado atribuem a culpa ao teletrabalho.
Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística anteriores à pandemia, o teletrabalho aumenta a produtividade entre 5 e 25%, mas isso também implica mais 11% de horas trabalhadas. Ou seja a pandemia prolongou muitas horas de trabalho, mas não por causa da pandemia em si, mas por causa do uso de ferramentas de teletrabalho ineficazes, bem como ambientes domésticos não preparados para a actividade de trabalho.
De acordo com um relatório da Robert Walters intitulado ‘The Future of Work after COVID-19’, 47% dos trabalhadores portugueses são mais produtivos no teletrabalho e 76% estão satisfeitos com a transição para empregos remotos decorrente da pandemia.
Apenas 7% desejam voltar ao escritório em tempo integral e 17% afirmam que seu desempenho caiu. A diferença, 36%, não percebeu mudanças na produtividade.














