Pandemia faz duplicar o número de portugueses em teletrabalho

Human Resources
31 de Maio 2021 | 16:30

A pandemia COVID-19 fez duplicar o número de portugueses em teletrabalho. No ano passado, 13,9% diziam trabalhar a partir de casa de forma regular. O número mostra a forma como a COVID-19 alterou a organização do trabalho, já que na década anterior esta proporção nunca ultrapassou os 7%, segundo o Eurostat, revela o Correio da Manhã.

 

Segundo a publicação, tendo em conta um universo de 4,8 milhões de trabalhadores que existia no País em 2020, foram quase 670 mil aqueles que produziram a partir de casa. Contudo, as pessoas nesta modalidade chegaram a ser um milhão, no segundo trimestre de 2020, que coincidiu com o primeiro confinamento geral. Depois, com a reabertura gradual, o regresso ao trabalho presencial foi ganhando força.

Segundo os dados do Eurostat, Portugal foi o 11º país onde o teletrabalho mais se destacou, ficando acima da média, de 12,3%, da União Europeia. Em termos de evolução, o peso do trabalho a partir de casa também duplicou no espaço comunitário no período de um ano.

A publicação revela também que em Portugal, a proporção dos trabalhadores por conta própria (17,4%) continuou a ser superior ao dos empregados por conta de outrem (13,4%) em teletrabalho. Contudo, à semelhança da tendência europeia, «o fosso tornou-se menor em 2020 à medida que a proporção de empregados que costumam trabalhar em casa aumentou».

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Em Portugal, o aumento face a 2019 no teletrabalho foi mais notório nas mulheres (de 6,8% para 14,7%) do que nos homens (de 6,3% para 13,2%), o que poderá evidenciar o modo como o género feminino se encarregou do cuidado dos filhos (a terem aulas em casa), enquanto mantinha as tarefas laborais.

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