Para 90% dos profissionais, é este o sector mais atractivo para trabalhar em Portugal

Margarida Lopes
2 de Fevereiro 2026 | 09:39
Para 90% dos profissionais, é este o sector mais atractivo para trabalhar em Portugal

O sector de IT mantém-se como o mais atractivo para trabalhar em Portugal, sendo a primeira escolha para 87% dos profissionais inquiridos. No entanto, este elevado interesse não se traduz, necessariamente, num mercado equilibrado. As conclusões são do Estudo Global HR IT Trends – Portugal, desenvolvido pela Qibit, marca da Gi Group Holding especializada no mercado tecnológico.

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O estudo que reúne a perspectiva de mais de 300 profissionais e 60 empresas, revela que quase 40% das empresas continuam a enfrentar dificuldades na contratação de profissionais com competências digitais avançadas, evidenciando um desfasamento persistente entre a procura e a oferta de talento num setor em rápida transformação.

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Apesar da forte aposta em áreas como Inteligência Artificial, Big Data, Cloud Computing, Cibersegurança e 5G, a análise da Qibit mostra que a evolução tecnológica está a acontecer a um ritmo superior ao desenvolvimento das competências disponíveis no mercado. A crescente adopção de soluções baseadas em Inteligência Artificial, em particular, está a acelerar a transformação dos perfis procurados, aumentando a pressão sobre especialistas altamente qualificados.

As conclusões do estudo indicam ainda que, embora o salário continue a ser um factor relevante, os profissionais de IT valorizam cada vez mais flexibilidade, equilíbrio entre vida pessoal e profissional, projectos desafiantes e oportunidades de aprendizagem contínua. O modelo de trabalho híbrido afirma-se como predominante no sector, enquanto o trabalho remoto surge como decisivo para a atracção de perfis mais especializados.

Outro dos principais constrangimentos identificados prende-se com os processos de recrutamento. Processos longos e pouco claros continuam a levar à perda de candidatos, frequentemente captados por propostas mais ágeis e competitivas, num mercado marcado por elevada concorrência entre empregadores.

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Ao nível da retenção, os profissionais de IT apresentam níveis de satisfação superiores aos de outros sectores, mas apontam como principais fontes de stress a carga de trabalho, as mudanças organizacionais e a falta de percursos de carreira bem definidos, reforçando a necessidade de estratégias de gestão centradas no bem-estar, na transparência e no desenvolvimento profissional.

No que diz respeito às competências críticas para o futuro do sector, o estudo vai além das competências técnicas e destaca uma crescente valorização das soft skills, como pensamento analítico, adaptabilidade, aprendizagem contínua e colaboração.

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A análise evidencia ainda que a diversidade e a inclusão continuam a ser desafios estruturais no sector tecnológico em Portugal, particularmente no acesso das mulheres a cargos de liderança, sublinhando a importância de políticas activas e sustentadas.

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