Para beneficiar da IA, as empresas têm de investir em pessoas reais, alerta VP global da EY em Davos

Human Resources com Lusa
23 de Janeiro 2026 | 12:20
Para beneficiar da IA, as empresas têm de investir em pessoas reais, alerta VP global da EY em Davos
As empresas não obterão ganhos de produtividade com a inteligência artificial a menos que invistam em pessoas reais e redesenhe a forma como o trabalho é feito, disse Julie Teigland, vice-presidente global da EY, à Reuters esta quinta-feira, em Davos.

«Não há retorno do investimento se não estiveres disposto a alterar as descrições das funções», garantiu Teigland à margem do Fórum Económico Mundial, acrescentando que as empresas precisam de adaptar os processos para captar os benefícios da IA.

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Teigland citou um estudo da EY que indica que a formação intensiva pode estar ligada a melhorias de produtividade, afirmando que cerca de 81 horas de formação por colaborador poderiam traduzir-se em ganhos de produtividade semanais de aproximadamente 14%, se combinadas com a reformulação de funções.

Segundo a vp global, o impacto da IA ​​no mercado de trabalho será «multigeracional», mudando os cargos de nível inicial e as tarefas rotineiras de escritório, com os colaboradores a precisarem de passar de «executar a tarefa» para a supervisionar, ficando «acima do ciclo».

Os líderes empresariais em Davos estão a adoptar um tom mais prático em relação à IA do que há um ano, contou Teigland. «Senti que as conversas se tornaram definitivamente mais reais à medida que a IA passou da expectativa para a escala.»

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As empresas estão a aprender que a IA não é algo que se implementa automaticamente e que o retorno do investimento exige redesenho organizacional e formação, e não apenas a implementação de ferramentas.

A seu ver, as empresas, em geral, já ultrapassaram a fase inicial de implementação do Copilot e de familiarização da equipa com as novas ferramentas e estão agora a lidar com a questão de como avançar para além dos projectos-piloto e das provas de conceito.

Ficar preso a muitos projetos-piloto pode tornar-se uma «armadilha mortal», reforçou Teigland.

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