Para mais de 4 em cada 10 portugueses, o País falha na justiça social

Margarida Lopes
21 de Fevereiro 2026 | 17:50

Um novo estudo sobre a confiança económica e as condições de justiça social no acesso ao emprego revela que 42% dos portugueses considera que Portugal ainda não garante condições adequadas de justiça social, enquanto 24% reconhece progressos e 31% assume uma posição neutra.

Estas são algumas das principais conclusões de um novo estudo da ConsumerChoice sobre as “Tendências dos Portugueses – Confiança na Economia e no Emprego”, realizado no âmbito do Dia Mundial da Justiça Social, que se assinalou na sexta-feira.

A percepção de agravamento das desigualdades é expressiva, 87% dos inquiridos entende que as actuais condições económicas contribuem para o seu aumento. Quanto às responsabilidades na promoção da justiça social, o Governo surge destacado como principal agente, seguido das empresas e empregadores, reforçando a necessidade de uma actuação concertada entre diferentes actores económicos e sociais.

A inflação e o custo de vida são apontados por 73% dos inquiridos como as principais preocupações actuais. Os baixos salários surgem em segundo lugar (62%). A dificuldade no acesso à habitação e a desigualdade social também são referidas com frequência.

Quanto às expectativas pessoais para este ano, a maioria dos inquiridos antecipa estabilidade na sua situação económica pessoal e apenas 15% prevê melhorias.

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Relativamente à confiança na economia portuguesa nos próximos anos, 31% afirma confiar, 24% mantém-se neutro e 43% demonstra menor confiança, reflectindo um contexto ainda marcado por desafios económicos e incerteza quanto ao futuro.

Sobre a evolução da economia no próximo ano, 47% acredita que a situação se manterá, 29% antecipa um agravamento e 18% prevê uma melhoria. No mercado de trabalho, o padrão repete-se: quase metade espera estabilidade, 30% prevê um cenário menos favorável e 16% antecipa melhorias.

Nos últimos 12 meses, 69% dos inquiridos refere ter sentido o impacto do aumento do custo de vida e da inflação. A perda de poder de compra é apontada por 47%. Ainda assim, 12% afirma não ter registado impacto directo.

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A situação financeira pessoal é a área onde o impacto é mais referido (42%), seguida das perspectivas de futuro e da qualidade de vida, demonstrando que os efeitos económicos são sentidos tanto no presente como nas expectativas dos portugueses em relação ao futuro.

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