Participação em 1983 projectos garante a Portugal mil milhões do programa Horizonte Europa

Human Resources com Lusa
5 de Junho 2025 | 07:50
Participação em 1983 projectos garante a Portugal mil milhões do programa Horizonte Europa

Entre 2021 e 2024, Portugal participou em 1983 projectos do Horizonte Europa, tendo garantido 1.178 milhões de euros em financiamento, indica a avaliação intermédia do programa divulgada pela Agência Nacional de Inovação (ANI).

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Em comunicado, a ANI adianta que 519 daqueles projectos foram coordenados por Portugal e que a taxa de sucesso do financiamento recebido foi “de 18,6, acima da média europeia”, com as universidades e institutos de investigação a captarem cerca de 62% do financiamento e as empresas à volta de 30%.

A avaliação intercalar do programa-quadro de investigação e inovação da União Europeia para o período de 2021-2027, publicada recentemente pela Comissão Europeia, estima que cada euro investido pela UE possa gerar até 11 euros de retorno económico, o que «sublinha a relevância estratégica do investimento europeu em ciência e inovação para a economia europeia».

Até janeiro de 2025 foram financiados a nível europeu mais de 15 mil projectos, num total superior a 43 mil milhões de euros.

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«A avaliação intercalar do Horizonte Europa confirma que o programa é uma ferramenta estratégica para o futuro da Europa e demonstra que Portugal está no caminho certo, com resultados muito encorajadores», afirma o presidente da ANI, António Grilo, citado no comunicado.

Adianta que a agência, de apoio à inovação científica e tecnológica em Portugal, «continuará a apostar numa abordagem colaborativa e orientada para resultados, apoiando os nossos investigadores, empreendedores e empresas na valorização do conhecimento e na captação de financiamento europeu».

A ANI assinala que, «de acordo com dados da Comissão Europeia, a taxa de sucesso dos projectos portugueses supera a média europeia em várias áreas, por exemplo na alimentação, biotecnologia e agricultura, reflectindo o esforço contínuo de qualificação e mobilização do ecossistema nacional de inovação».

A presidente da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), Madalena Alves, destaca, por seu turno, o “papel central” assumido pela comunidade nacional no «processo de definição do planeamento do último biénio do Programa-Quadro, ao poder participar activamente na definição de modelos de financiamento e seus instrumentos».

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«Para 2025 há uma série de novidades, incluindo oportunidades para startups de base científica e tecnológica, instrumentos como os vouchers Deep Tech e iniciativas de apoio à preparação de candidaturas a programas europeus», refere ainda a Agência Nacional de Inovação.

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