Portugal posiciona-se no 9.º lugar no ranking global dos passaportes para 2026, conforme o relatório da Passport Reports, que analisa passaportes de 199 países em 34 línguas. O passaporte português apresenta um Índice de Mobilidade de 173, abrangendo 87,4% do acesso global, resultado do acesso a 119 destinos sem visto, 43 com visto à chegada ou outros regimes simplificados, e 11 mediante autorização electrónica de viagem. Em 25 destinos, continua a ser exigido visto antes da viagem.
Acesso global e posição europeia
A soma das três categorias que compõem o Índice de Mobilidade atinge 173 destinos. Na Europa, Portugal surge em 12.º lugar entre 47 países, alcançando 100% de cobertura regional: 44 destinos europeus classificam-se como acesso sem visto, o Reino Unido integra a categoria de autorização electrónica de viagem e a Rússia está na categoria de visto à chegada ou entrada simplificada. Não existe qualquer destino europeu com visto obrigatório no conjunto apresentado.
A cobertura regional é igualmente total na América do Sul, Caraíbas, países do Golfo e América do Norte. Na Oceânia, a taxa de acesso é de 92,9%; na Ásia, de 82,0%; no Médio Oriente, de 82,4%; na Ásia Central, de 80,0%; e em África, de 72,2%. Estes valores combinam entradas sem visto, autorizações electrónicas e regimes de visto à chegada ou outros procedimentos simplificados, conforme a região.
Procedimentos de entrada variam por destino
O relatório evidencia que a mesma categoria de acesso pode englobar procedimentos distintos. Destinos com autorização electrónica de viagem incluem os Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Nova Zelândia e Israel, enquanto a Costa do Marfim requer pré-registo e as Seicheles registo turístico. Entre os regimes de entrada simplificada, a Austrália utiliza o sistema eVisitor, vários destinos disponibilizam visto electrónico e Cabo Verde surge, na categoria sem visto, com o procedimento EASE.
Os períodos máximos de permanência variam: a Geórgia permite 360 dias; o Reino Unido, Canadá e vários destinos das Caraíbas autorizam 180 dias; muitos países da Europa, Ásia e Américas indicam 90 dias; e existem prazos mais curtos, como 30 dias para China, Filipinas, Cazaquistão e Mongólia.
Resultados por idioma, instituições e acolhimento
Portugal lidera entre os países de língua oficial portuguesa, ocupando o 1.º lugar entre 10. No conjunto das repúblicas semipresidenciais, está em 2.º lugar entre 16. O país posiciona-se em 12.º lugar entre 29 países do espaço Schengen, 12.º entre 32 membros da NATO, 12.º entre 38 países da OCDE e 12.º entre 57 Estados participantes da OSCE. Entre os membros da Organização Mundial do Comércio, ocupa o 15.º lugar entre 159.
O indicador de acolhimento, que mede a facilidade de entrada de passaportes estrangeiros em Portugal, situa o país no 92.º lugar entre 199. Este indicador refere-se às condições aplicáveis a titulares de passaportes estrangeiros que viajam para Portugal, não às condições enfrentadas por cidadãos portugueses no exterior.
Sinais de reciprocidade
O relatório não identificou qualquer país cujos titulares entrem em Portugal sem visto, com autorização electrónica ou por regime à chegada, enquanto imponha visto prévio aos titulares do passaporte português. Em sentido contrário, a Passport Reports assinala 85 países cujos passaportes necessitam de visto para entrar em Portugal, enquanto os titulares do passaporte português dispõem nesses destinos de acesso sem visto, autorização electrónica ou regimes de visto à chegada e entrada simplificada. Este indicador descreve apenas a diferença entre os dois sentidos de viagem, sem atribuir causa ou avaliação política.
Em 2026, a combinação de 119 destinos sem visto, 43 com entrada à chegada ou procedimentos simplificados e 11 com autorização electrónica sustenta o Índice de Mobilidade de 173 e a posição global de Portugal. A existência de 25 destinos com visto obrigatório evidencia que a elevada cobertura internacional não elimina a exigência de autorização prévia em todos os mercados.
Top 10:
- EAU
- Singapura
- Malásia
- Espanha
- Luxemburgo
- Bélgica e França
- Dinamarca, Finlândia, Alemanha, Itália, Países Baixos e Suécia
- Grécia
- Portugal e Suíça
- Áustira
Metodologia e critérios de classificação
A Passport Reports explica que diferentes índices podem atribuir posições distintas ao mesmo país devido a critérios e classificações variadas. A metodologia aplicada é uniforme e transparente, começando pelo Índice de Mobilidade que soma destinos acessíveis sem visto, por visto à chegada ou regimes simplificados, e por autorização electrónica. Em caso de empate, compara-se o número de destinos sem visto, depois autorizações electrónicas e, finalmente, vistos à chegada ou entrada simplificada. Se os valores forem iguais, os passaportes partilham a mesma posição.

















