Paulo Barreto, Crédito Agrícola: A nossa inteligência

Human Resources
13 de Maio 2024 | 12:20
Paulo Barreto, Crédito Agrícola: A nossa inteligência

Na análise aos resultados da 52.ª edição do Barómetro da Human Resources, Paulo Barreto, director de Recursos Humanos do Crédito Agrícola, salienta que «as pessoas devem continuar a desenvolver a sua inteligência, com limites que não conhece, para poder usar correctamente o conhecimento que é colocado à disposição pela IA».

Escolha a Human Resources como fonte preferida no Google Escolher ›

 

«Já todos percebemos que a denominada inteligência artificial (IA), e tudo o que esta acarreta, implica uma revolução nas nossas formas de estudar e de trabalhar.

A capacidade que nos é oferecida de, através de pedidos simples, termos uma máquina a produzir conteúdos, nos mais diversos formatos, muito semelhantes ou muito melhores do que aqueles que nos próprios teríamos capacidade de produzir, num tempo muitíssimo inferior, com a capacidade de continuar infinitamente a aprender e a melhorar, é algo fantástico que permite dar um salto qualitativo no conhecimento.

Continue a ler após a publicidade

Mas, em paralelo, esta extraordinária capacidade de nos tornarmos artificialmente mais sábios implica um receio e um desafio.

Não me refiro ao receio presente em muitas discussões sobre se as máquinas vão aprender tanto que, um dia, poderemos ter máquinas que ultrapassam as capacidades humanas. Também não me refiro ao receio de que a IA possa eliminar postos de trabalho (creio que irá eliminar alguns, mas irá criar outros).

O receio de que falo é outro: será que com a facilidade de demonstrarmos que somos inteligentes, artificialmente inteligentes, vamos esquecer a importância de continuarmos a desenvolver a nossa inteligência “natural”? Vamos deixar de ler, de procurar fontes de informação credíveis, de ter espírito crítico, de pensar no que escrevemos porque é muito mais fácil perguntar o que devemos escrever?

O desafio vem nesta sequência. É nossa responsabilidade continuar a desafiar e a desafiarmo-nos com o objectivo de não tornar as coisas mais fáceis, mas melhores. Devemos continuar a desenvolver a nossa inteligência, com limites que não conhecemos, para podermos usar correctamente o conhecimento que é colocado à nossa disposição pela IA.»

Continue a ler após a publicidade

 

Este testemunho foi publicado na edição de Abril (nº.160) da Human Resources, no âmbito da LII edição do seu Barómetro.

A revista está nas bancas. Caso prefira comprar online, tem disponível a versão em papel e a versão digital.

Partilhar


Mais Notícias