Pedidos de reapreciação de prova mais do que duplicam face a 2025

O Ministério da Educação registou até agora 15 mil pedidos de reapreciação de prova, mais do dobro dos 6200 pedidos registados na primeira fase do ano passado, anunciou o ministro.

Human Resources com Lusa
28 de Julho 2026 | 18:00
Pedidos de reapreciação de prova mais do que duplicam face a 2025

Fernando Alexandre prometeu que estes pedidos “serão analisados rapidamente, segundo os trâmites normais”, e justificou o aumento com uma “mudança muito importante” no método de avaliação.

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O governante, que falava na Figueira da Foz, distrito de Coimbra, onde inaugurou o edifício 2 do campus da Universidade de Coimbra, explicou que o novo método – em que diferentes professores participam na classificação de cada prova – permitiu “um número muito significativo” de notas entre 9 e 9,4 valores (numa escala de 0 a 20).

«No ano passado não tínhamos praticamente nenhuma nota entre os 9 e os 9,5 valores, porque era um professor só a corrigir os exames. Agora, como somamos as várias respostas que compõem o exame e cada classificador faz a classificação sem ter a visão global do exame, o que resulta numa avaliação mais objectiva», há mais notas que ficam a poucas décimas da aprovação (com 9,5 valores o aluno fica aprovado).

Segundo o ministro, existem 2400 provas que têm 9,4 valores, pelo que é natural que os alunos, perante essa nota, peçam a reapreciação: «De facto, falta uma décima para terem aprovação».

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«O sistema tem os mecanismos para fazer essa verificação, que é precisamente através da reapreciação e, por isso, não é surpreendente que este ano, com este sistema, tenhamos mais reapreciações», frisou.

Nas 290 mil provas, 20 mil têm notas que terminam nas quatro décimas antes da aprovação, “por isso, é natural que haja um aumento dos pedidos de reapreciação”, acrescentou o governante.

O número de pedidos de reapreciação apresentados até agora é mais do dobro dos 6200 pedidos de toda a primeira fase de 2025, mas ainda poderá aumentar, porque ainda decorre o prazo para a reapreciação de provas dos alunos que tiveram acesso às provas mais tarde.

Segundo o ministro da Educação, no domingo à noite ainda havia 170 alunos que não conhecia a nota final do exame da primeira fase, alunos que terão depois dois dias úteis para pedir reapreciação de provas.

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Pela primeira vez este ano, quase 300 mil exames nacionais do ensino secundário foram avaliados em formato digital, mas o processo registou várias falhas técnicas, obrigando ao adiamento por alguns dias da divulgação das notas.

O ministro da Educação tem reconhecido os problemas, mas garante que nenhum aluno será prejudicado.

A tutela decidiu adiar a divulgação dos resultados da primeira fase para 17 de Julho, mas as notas só foram afixadas nas escolas à noite e muitos alunos tiveram de esperar mais alguns dias para saber os resultados. Também a segunda fase dos exames nacionais começaram mais tarde, tendo decorrido entre 21 a 24 de Julho.

Apesar destes atrasos, o Ministério manteve os calendários de candidatura da primeira fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior, que termina a 6 de Agosto, e criou uma época especial de exames, que irá decorrer entre 3 e 8 de Setembro.

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