«Em Portugal, muitos gestores continuam a sentir que o impacto da inteligência artificial é moderado, quase silencioso. Há curiosidade, mas também cautela, como se o verdadeiro alcance desta transformação ainda estivesse por revelar. Acredita-se que o verdadeiro efeito ainda está para vir e que, para já, não há grande pressão para reduzir pessoas nem sinais claros de substituição de funções.
Mas talvez este seja precisamente o momento de ganhar consciência: a IA não veio para substituir o talento humano. Veio para o potenciar, ampliar a nossa capacidade de pensar, criar e decidir com maior clareza, abrindo espaço para que as pessoas se concentrem no que mais importa: a estratégia, a empatia, a liderança. O que antes parecia tecnologia distante é hoje uma aliada capaz de libertar tempo, simplificar processos e abrir caminho à criatividade e ao pensamento estratégico.
Num país onde o capital humano é reconhecido como o maior activo das organizações, a força está em unir saber e inovação. As organizações que conseguirem inspirar as suas equipas a aprender, a adaptar-se e a ver a IA como parceira, não apenas como ferramenta, serão as que transformarão o futuro em oportunidade. Não se trata de temer o progresso, mas de o liderar, com confiança, propósito e humanidade.»
Este testemunho foi publicado na edição de Abril (nº. 184) da Human Resources, no âmbito do seu LXIV Barómetro.
Disponível nas bancas e online, na versão em papel e na versão digital













