Pensionistas bancários insistem na reposição da tabela única para activos e reformados

Human Resources com Lusa
22 de Abril 2025 | 08:10

O secretariado de Reformados do Mais Sindicato insistiu junto da UGT para pressionar Governo e Associação Portuguesa de Bancos (APB) e avançar com a reposição da tabela única para activos e reformados.

 

Numa nota, os bancários reformados «exigem a reposição da tabela única para activos e reformados, conforme aprovado em reunião de 23 de Outubro de 2024, na sede da UGT». Nessa reunião, os reformados da banca mandataram a direcção a «desenvolver as diligências necessárias junto do Governo e da APB para a rápida reposição» desta tabela.

Os reformados argumentam que o contrato de trabalho na banca foi construído com uma tabela única para activos e reformados e que a pensão de muitos reformados do sector está «miseravelmente reduzida à proximidade do salário mínimo nacional, enquanto os lucros da banca estão a alcançar valores nunca antes vistos».

Os autores do documento assinalam que foram criadas duas tabelas para manter os valores líquidos iguais para activos e reformados «quando, a determinada altura, os encargos fiscais oneravam mais os activos do que os reformados». No entanto, essa alteração não foi revertida quando os encargos fiscais voltaram a ser iguais – algo que deveria ter acontecido.

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Da mesma forma, os bancários reformados registam que o Acordo Colectivo de Trabalho de 1990 estabelece que se houver alterações no IRS, «as mensalidades serão corrigidas em conformidade».

O secretariado de Reformados do Mais Sindicato critica a passividade da UGT e considera que os reformados estão a ser discriminados, uma vez que o valor da reforma «já ignora à partida todas as remunerações variáveis recebidas no activo, sobre as quais o reformado pagou impostos».

«Passados seis meses nem as direcções sindicais nem a UGT fizeram nada para repor o que é devido», lamentam, acrescentando que a passividade da central sindical é «ainda mais escandalosa porque são os bancários que a sustentam e o próprio secretário-geral, Mário Mourão, é bancário reformado».

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