Pequenas empresas investem cada vez menos

Delta Coders
1 de Fevereiro 2013 | 15:59

Pequenas empresas investem cada vez menosAs micro e pequenas empresas em Portugal, que representam a maioria do emprego e da produção da economia, cortaram em quase 40% o investimento de 2012 face a 2011, avança o INE.

Para este ano, espera-se um cenário idêntico: a estimativa preliminar aponta para um novo corte de 16%, valor que será facilmente pior pois a primeira estimativa costuma ser muito mais favorável que o valor final.

De acordo com o Inquérito de Conjuntura ao Investimento, ontem divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) – operação realizada junto de 3.676 empresas com mais de quatro trabalhadores, entre início de Outubro de 2012 e meados de Janeiro de 2013 – os empresários antecipam mais um ano de descalabro no investimento privado, e consequentemente, no crescimento da economia e da criação de emprego.

A dificuldade em obter crédito foi referida como um entrave, mas esta é muito menos grave quando comparada com a deterioração das perspectivas de vendas, o factor mais dissuasor quando chega à hora de investir.

O inquérito mostra que as empresas com menos de 50 pessoas ao serviço (classe das micro e pequenas sociedades) investiram menos 38,8% em 2012 face ao ano precedente e anteveem um novo corte de 15,9% este ano. As PME têm 79% do emprego total na economia não financeira (mais de três milhões de trabalhadores), são responsáveis por 65% dos salários pagos em Portugal e representam 61% do volume negócios nacional. Ao todo são cerca de 1,1 milhões de sociedades, segundo números do próprio INE.

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No geral, em 2012, as respostas dos inquiridos apontam para uma contração de 26,4% no investimento empresarial, liderada pelos sectores da construção (-44,8%), dos transportes (-39,2%) e do comércio e das oficinas de automóveis (ambos apontam para um corte de 39,1% em 2012). “Devido ao peso significativo na estrutura global do investimento”, as indústrias transformadoras registaram “o contributo negativo mais significativo para a variação do total do investimento (-8,6 pontos percentuais)”. A quebra neste sector superou 32%.

Para este ano, a estimativa inicial aponta para uma redução de 4,2% no investimento total, com a construção uma vez mais à cabeça (-44,8%), seguida do ramos dos restaurantes e alojamento (-24,7%).

 

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