Pessoas bonitas têm maior probabilidade de serem contratadas para um emprego, de receber avaliações de desempenho melhores e até de ter salários mais altos e curiosamente, isto não se deve apenas à aparência, revela o Diário da Saúde.
Os psicólogos descobriram que, embora exista um “prémio pela beleza” entre as profissões, isso se deve em parte ao facto das pessoas atraentes desenvolverem características distintas como resultado de como o mundo reage à sua atractividade.
Estas pessoas desenvolvem um maior senso de poder e têm mais oportunidades de melhorar as competências de comunicação não-verbal ao longo das suas vidas.
«Queríamos examinar se a beleza tem importância no trabalho ou se as pessoas atraentes se destacam profissionalmente porque são comunicadoras mais eficazes. O que descobrimos foi que, embora as pessoas de boa aparência tenham um maior senso de poder e sejam melhores comunicadores não-verbais, os seus pares menos atraentes podem nivelar o campo de jogo durante o processo de contratação adoptando uma postura de maior empoderamento» disse a professora Min-Hsuan Tu, da Universidade de Buffalo nos Estados Unidos.
Os investigadores realizaram dois estudos nos quais avaliaram 300 conversas de participantes numa simulação de procura de emprego. No primeiro estudo, os gestores concluíram que as pessoas bonitas eram mais adequadas ao emprego por causa de sua “presença não-verbal” mais efectiva.
No segundo estudo, os investigadores pediram a certos participantes que fizessem “poses de poder”, como ficar em pé com os pés à largura dos ombros, empertigar-se, erguer o queixo durante a entrevista. Com essa técnica, as pessoas menos atraentes foram capazes de igualar a presença não-verbal à que os seus concorrentes mais atraentes exibiam naturalmente.
«Ao adoptar posturas físicas associadas a sentimentos de poder e confiança, pessoas menos atraentes podem minimizar diferenças de comportamento na procura de emprego. Mas a pose de poder não é a única solução, qualquer coisa que o faça sentir-se mais poderoso, como fazer afirmações de autoconfiança, imaginar-se a ter sucesso ou reflectir sobre conquistas anteriores antes de uma situação de avaliação social também pode ajudar», concluiu Min-Hsuan Tu.














