Pessoas disléxicas são cada vez mais procuradas pelas empresas. Saiba porquê.

Margarida Lopes
18 de Outubro 2019 | 08:37

As pessoas com dislexia têm características específicas que serão cada vez mais procuradas, à medida que as empresas se tornam cada vez mais automatizadas e adoptam tecnologias como machine learning. Quem o diz é a  EY e a instituição Made by Dyslexia, no novo relatório conjunto “The Value of Dyslexia”.

 

O relatório mostra que as pessoas disléxicas são fortes em áreas como a liderança e o pensamento criativo, que estão a ganhar mais importância, à medida que a procura por características como a leitura e memória diminui.

Além de problemas com o processamento auditivo, a dislexia também pode afectar a coordenação e organização. No entanto, Made by Dyslexia diz que as pessoas disléxicas podem demonstrar força em áreas como a comunicação e raciocínio.

Dados do relatório World Economic Forum’s Future of Jobs, dizem que as mudanças na força de trabalho e a crescente influência da integração da tecnologia no mundo do trabalho fizeram com que a capacidade de resolução de problemas e os instintos de inovação se tornassem mais essenciais para os empregadores. Características essas em que as pessoas disléxicas são fortes.

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«A nossa análise mostra que as competências para diversos empregos que as pessoas disléxicas achavam desafiantes serão afectadas pela automação e no seu lugar, serão criados novos empregos que vão necessitar de características em que os disléxicos são fortes», garantiu a Made by Dyslexia.

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