Num contexto marcado por posições públicas que defendem a exclusão da IA das universidades, alertando para riscos de fraude, desinformação e perda de rigor científico, o Piaget propõe «uma abordagem alternativa: formar para compreender, regular e integrar, em vez de proibir».
A acção parte de um pressuposto claro: a IA já está presente no ensino superior, independentemente das tentativas de controlo. Ignorar essa realidade não elimina os riscos, apenas os transfere para zonas menos transparentes e mais difíceis de regular.
Embora esta formação reconheça que a IA tem grande potencial para transformar o planeamento pedagógico, a criação de conteúdos, o feedback aos estudantes e os processos de investigação, aborda também os principais desafios do debate actual. Entre eles destacam-se os vieses algorítmicos, a privacidade e cumprimento do RGPD, os direitos de autor e a integridade académica.
«Estamos perante um momento de viragem no ensino superior. A Inteligência Artificial já está presente nas universidades e não pode ser ignorada. O verdadeiro desafio é perceber se as instituições vão liderar a sua integração ou limitar-se a proibições que atrasam o progresso», sublinha Celestino Magalhães, responsável pela formação.
O objectivo passa por capacitar docentes e profissionais do ensino superior para utilizarem a IA de forma crítica, ética e pedagogicamente alinhada, transformando uma fonte de incerteza num instrumento de inovação responsável.
O curso arranca esta quinta-feira e será leccionado na Escola Superior de Desporto e Educação Jean Piaget de Vila Nova de Gaia.














