O desemprego jovem e de longa duração na Madeira são algumas das prioridades do Plano Regional de Emprego 2021-2027 hoje apresentado pelo executivo insular, destacou a secretária da Inclusão Social e Cidadania, Rita Andrade.
Em declarações aos jornalistas na cerimónia de apresentação do plano, que decorreu no salão nobre do Governo Regional (de coligação PSD/CDS-PP), a governante indicou que o documento contempla um conjunto de 100 medidas «transversais a todas as áreas».
Como prioridades de actuação, Rita Andrade realçou a área do desemprego jovem, bem como o desemprego de longa duração que, no seu entender, «tem de continuar a ser protegido» e potenciada a reintegração destas pessoas no mercado de trabalho.
«Muitas vezes [estas pessoas] têm muita experiência e, entretanto, pararam na sua vida profissional e temos de as ajudar porque ainda estão em boa idade para integrar de novo o mercado de emprego», apontou.
Atingir uma taxa de emprego de 75% para a população entre os 20 e os 64 anos até 2027, reduzir a disparidade no emprego entre homens e mulheres para quatro pontos percentuais e diminuir a taxa de subutilização do trabalho para 14% são também alguns dos objectivos estratégicos elencados na apresentação pública do Plano Regional de Emprego.
Questionada sobre a situação atual do desemprego da Madeira, a governante referiu que os últimos dados, referentes ao terceiro trimestre do ano passado, indicavam uma taxa de 7,3%, ainda acima dos 5,4% registados antes da pandemia COVID-19.
Ainda assim, trata-se de uma «recuperação rápida», considerou, tendo em conta que a taxa de desemprego na região no final de 2020 era de cerca de 11%.
E assegurou: «Estamos a trabalhar para diminuir ainda mais porque, segundo os últimos números antes da pandemia que tínhamos, estávamos na ordem dos 5,4% e pelo menos era aí que gostaríamos de chegar».
«Se calhar não será para já, mas estamos a trabalhar para isso», afirmou Rita Andrade, acrescentando que o Plano Regional de Emprego 2021-2027 contribuirá para «reduzir o desemprego» e «dar maior rendimento às pessoas».
«E a economia, felizmente, está a ajudar nesse sentido», notou.
A secretária da Inclusão Social salientou, igualmente, que o Plano Regional de Emprego 2021-2027, aprovado em Conselho de Governo no final do ano passado, é necessário para continuar a aceder a fundos comunitários.
Trata-se de um «documento estratégico» e uma ferramenta que será «a linha orientadora e de atuação para os próximos anos, até 2027», explicou.














