Como muitas das famílias que chegam ao ComparaJá, os Silva, um nome fictício que resume um perfil bem comum, nunca tinham trocado de comercializadora de electricidade desde que foram viver para a casa actual. Pagavam o que sempre tinham pago, convencidos de que mudar dava trabalho e poupava pouco. As contas dizem o contrário.
Para uma família típica, com um consumo de 400 kWh por mês, a diferença entre a tarifa mais cara e a mais barata do mercado ronda os 25 euros mensais, segundo a análise de mercado de energia do ComparaJá. Ao fim de um ano, são mais de 300 euros, exactamente a mesma electricidade, na mesma casa, a um preço diferente.
O caso não é isolado. Os dados do ComparaJá mostram que a electricidade concentra perto de sete em cada 10 mudanças de contrato e que mais de 90% das famílias escolhem a tarifa simples, com preço único ao longo do dia. Ou seja, a poupança não vem de horários complicados nem de obras, vem de escolher melhor o mesmo serviço.
Segundo André Nunes, Team leader de Energia do ComparaJá, o maior obstáculo continua a ser a inércia. «Muitas famílias acham que mudar de comercializadora é complicado ou arriscado, quando é gratuito e não implica qualquer corte de fornecimento. O gesto mais rentável que podem fazer este verão é, muitas vezes, simplesmente comparar», afirma o responsável.
Para os Silva, a conta foi simples: a mesma luz, a mesma casa, menos de 300 euros por ano. A história repete-se em milhares de orçamentos familiares, onde a maior poupança não está em consumir menos, mas em deixar de pagar a mais por distração.














