Poderá um algoritmo despedir um colaborador em teletrabalho? Está a acontecer na Rússia

Sandra M. Pinto
11 de Agosto 2021 | 11:30
Poderá um algoritmo despedir um colaborador em teletrabalho? Está a acontecer na Rússia

A empresa de software Xsolla despediu quase um terço de seus colaboradores depois de um algoritmo ter detectado que havia aplicações que estavam a funcionar e não deviam.

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O teletrabalho trouxe o debate sobre até onde devem ir os mecanismos de controle de colaboradores remotos.

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Na Xsolla, uma empresa de programação russa, foram despedidos 150 dos 500 programadores depois de se detectar, através de um algoritmo, que eles estavam a usar ferramentas e páginas da Internet não relacionadas com o seu trabalho, revela o site gameworldobserver.com.

O e-mail de despedimento foi escrito pelo CEO e fundador da Xsolla, Aleksandr Agapitov, e dirigido a 150 colaboradores do escritório da empresa localizado em Perm, na Rússia.

Agapitov informou os colaboradores que tinham sido despedidos com base numa análise big data da sua actividade.

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Depois dos despedimentos, Agapitov deu uma entrevista na qual explicou que as demissões em massa se deviam ao facto de a empresa ter parado de crescer 40%. Agapitov forneceu mais detalhes, como por exemplo, que o número total de colaboradores dispensados ​​pode chegar a 40% da força de trabalho total da empresa.

O responsável afirmou ainda ao site App2Top.ru, que «às vezes é preciso tomar medidas difíceis e impopulares para continuar a crescer e a evoluir».

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Em resultado desta acção, a Xsolla enfrentou reações adversas pois a sua atitude foi encarada como espionagem secreta aos colaboradores, os quais não tinham sido informados dessa vigilância.

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