Politécnico de Setúbal e Start Campus unem-se para formar talento tecnológico em Sines

O Politécnico de Setúbal (IPS) e a Start Campus em Sines, um protocolo de colaboração visando reforçar a qualificação de profissionais para a área tecnológica e responder às necessidades emergentes de um dos maiores investimentos digitais em curso na Europa.

Margarida Lopes
23 de Julho 2026 | 14:40
Politécnico de Setúbal e Start Campus unem-se para formar talento tecnológico em Sines

A parceria ganha especial relevância no contexto da recém-criada Escola Superior de Sustentabilidade, Indústria e Tecnologias Digitais (ESSITD/IPS), nova unidade orgânica do IPS a instalar em Sines, que permitirá aproximar o ecossistema académico do setor industrial. Neste contexto, o IPS assume-se como parceiro estratégico do projecto de centro de dados desenvolvido pela Start Campus em Sines, considerado um dos maiores e mais sustentáveis da Europa.

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O investimento exige uma estratégia sustentável de captação e fixação de profissionais qualificados a longo prazo, cabendo ao IPS um contributo imprescindível, nomeadamente através de formações em parceria, alinhadas com as necessidades de qualificação identificadas.

Na ocasião, a presidente do IPS, Ângela Lemos, apontou o Alentejo Litoral como «território estratégico para o país, dos pontos de vista industrial, energético, portuário e logístico”, lembrando que, apesar disso, tem permanecido há décadas “sem uma presença estruturada de Ensino Superior público.»

Lembrando a missão da ESSITD/IPS, assente na “ligação à região e na promoção de inovação, conhecimento científico, técnico e profissional”, João Pires, presidente da Comissão Instaladora da escola, considerou que a cooperação com o tecido económico de Sines é “essencial para perspetivarmos o futuro, formarmos o talento local e abrirmos as portas à internacionalização”.

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Da parte da Start Campus, Luís Rodrigues, director de Operações, destacou o contributo do IPS para este projecto com o que a empresa mais valoriza do ponto de vista operacional: “pessoas que aprendem fazendo”. «Não se constrói um dos maiores centros de dados da Europa sem, ao mesmo tempo, desenvolver a capacidade técnica necessária para o sustentar nos próximos 20 ou 30 anos», disse.

Sobre esta parceria, Carla Calisto, responsável pela área de Recursos Humanos, disse tratar-se de algo “inevitável” face à escassez de profissionais qualificados. «As empresas têm também de fazer parte da solução. Se queremos mais talento local, temos de investir localmente. E isso começa muito antes do processo de recrutamento», considerou.

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