Como converter produtividade da IA em valor para organizações? Lisbon Digital School promove o debate

A 29 e 30 de Setembro, o evento gratuito e online “It’s All About Human + AI”, da Lisbon Digital School, junta líderes de negócio, tecnologia, criatividade e talento para discutir porque é que os ganhos de produtividade proporcionados pela IA ainda não se traduzem, na mesma proporção, em valor para as organizações.

Margarida Lopes
21 de Setembro 2026 | 16:40
Como converter produtividade da IA em valor para organizações? Lisbon Digital School promove o debate

Oito em cada dez profissionais afirmam que a Inteligência Artificial já aumenta a produtividade individual. Esse impacto, porém, ainda não chega aos resultados das organizações da mesma forma: apenas 37% dos inquiridos atribuem à IA algum efeito positivo no EBIT.

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Os dados constam da edição 2026 do estudo The State of AI, da McKinsey, e mostram um dos desafios centrais que as empresas enfrentam nesta fase de adopção da tecnologia: transformar ganhos individuais de eficiência em valor à escala da organização. É precisamente essa distância entre produtividade e impacto que está no centro do “It’s All About Human + AI”. Promovido pela Lisbon Digital School, o evento decorre online, tem participação gratuita e reúne, ao longo de duas manhãs, profissionais que lidam diretamente com algumas das questões que a IA já coloca às organizações.

Cerca de nove em cada dez organizações já utilizam regularmente IA em, pelo menos, uma função do negócio, segundo a McKinsey. Com a utilização da tecnologia já generalizada, a adoção, por si só, dificilmente constitui uma vantagem. O que distingue as organizações que conseguem transformar IA em resultados? É uma das questões centrais do programa do “It’s All About Human + AI”.

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«A discussão sobre Inteligência Artificial já não pode ficar limitada às ferramentas ou aos ganhos de eficiência. As organizações precisam de perceber como muda o trabalho, onde se cria valor e que capacidades humanas passam a ser decisivas», afirma Natacha Gama Pereira, CEO da Lisbon Digital School.

29 de Setembro: negócios, transformação e poder
No primeiro dia, Business, Transformation & Power, o foco está no impacto da IA nos modelos de negócio, na decisão, na produtividade, na experiência de cliente e nas novas dependências tecnológicas que a adopção da IA está a criar.

A sessão de abertura é de Natacha Gama Pereira, CEO da Lisbon Digital School. Segue-se Andrea Sá Couto, Managing director na Accenture Song, com “AI Shift: da automação à reinvenção do negócio”; fala sobre a relação entre IA, produtividade e vantagem competitiva.

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João Antunes, director of Data & Enterprise Applications na Feedzai, traz implementação em contexto real. Resistência interna, governação e retorno do investimento incluídos. Já Liliana Bernardino, head of Data, AI & Analytics Center of Excellence na Sonae MC, traz o caso do retalho: como a IA está a mudar a experiência, a operação e a decisão.

Pedro Ribeiro, VP Content na Bauer Media, discute a reinvenção da produção e distribuição de conteúdos nos media e Tiago Janela, director de Inovação na WYnova, aborda a disputa pelo controlo da próxima economia da IA; plataformas, dados, distribuição e dependência tecnológica.

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Pedro Janela, Working chairman and founder da WYgroup, fecha a manhã com uma conversa sobre IA na experiência de cliente, personalização, serviço e retenção.

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30 de Setembro: talento, criatividade e vantagem humana
No segundo dia, People, Creativity & The Human Advantage, o programa aborda as competências que ganham importância à medida que uma parte crescente da execução
pode ser automatizada. Desde a capacidade de formular problemas ao julgamento e à tomada de decisão.

Abre o dia Manuela Veloso, Herbert A. Simon University professor Emerita na Carnegie Mellon University e, entre 2018 e 2026, founder & head of JPMorganChase AI Research, com a keynote “Human + AI: o novo modelo de trabalho”. Colaboração humano-máquina, criatividade aumentada e novas competências. Ana Pinto, head of L&D na MEO, fala sobre liderança, cultura e confiança na era da IA. Já Sérgio Lobo, Executive Creative director na WYcreative, defende o “human premium”: o valor que criatividade, gosto e julgamento ganham numa economia onde produzir conteúdo é cada vez mais fácil e rápido.

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Eduardo Marques Lopes, director Marketing & Comunicação no CLAN, fala de competências emergentes, recrutamento e aprendizagem contínua. Hugo de Sousa, CEO na Marshot, traz ética, confiança, saúde mental e responsabilidade organizacional à sessão “Humanity by Design”. O evento fecha com uma conversa entre Manuela Veloso e Hugo de Sousa, moderada por Tiago Janela; sobre o que a era da IA revela sobre o que continua a ser distintivamente humano.

O “It’s All About Human + AI” decorre online, a 29 e 30 de Setembro, das 9h30 às 12h40, com participação gratuita. Programa completo e inscrições aqui.

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