Portugal deverá registar “grande salto” na procura turística

Human Resources com Lusa
27 de Outubro 2021 | 11:30

Portugal está a “abrir caminho” na recuperação turística e deverá registar um “grande salto” na procura devido ao alívio das restrições e à ampla cobertura vacinal contra a COVID-19, disse o presidente executivo do grupo tailandês Minor.

«Há países que estão muito à frente de outros [na recuperação do turismo], sobretudo por causa da vacinação. E nos países onde a vacinação foi acelerada, como Espanha e Portugal, vemos os negócios a regressar fortemente», disse Dillip Rajakarier à agência Lusa.

Para o responsável do grupo que em 2016 comprou 14 hotéis da marca Tivoli em Portugal, que falava à Lusa à margem da conferência The Resort and Residential Hospitality Forum, em Vilamoura, o alívio das restrições tem tornado mais fáceis as viagens turísticas para a Europa, face a outras regiões do mundo.

«Tem sido mais fácil para os turistas virem para a Europa e nesses países [onde há alívio de restrições] haverá um grande salto na procura nos próximos meses. Nos países que ainda têm restrições será mais lento», enfatizou.

Segundo Dillip Rajakarier, a maior parte dos hotéis do grupo Minor no sul da Europa «está a ir muito bem», no norte europeu a recuperação está a ser «um pouco mais lenta», e na América do Sul está a acontecer «ainda mais devagar devido à [pouca] vacinação e ao número de casos».

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«Estamos muito optimistas em relação a Portugal, é um grande destino. Os outros países até podem ter os mesmos atractivos, mas acho que Portugal é muito avançado, tendo em conta a sua reduzida dimensão», sublinhou.

Segundo o presidente executivo do grupo Minor, a intervenção dos organismos públicos no apoio à retoma do setor turístico em Portugal e o facto de os portugueses terem «abraçado» o processo de vacinação fazem com que o país esteja «a abrir caminho» em termos de recuperação.

«O que é único e positivo em Portugal é que os portugueses abraçaram realmente o conceito de vacinação, ao contrário de outros países em que, mesmo com altas taxas de vacinação, não vemos as pessoas com esta ligação» ao processo vacinal, frisou.

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Para Dillip Rajakarier, o foco agora deve ser o ano de 2022, para que se tentem alcançar níveis de crescimento superiores a 2019, tendo em conta que «os hotéis têm de pensar em como lidar com os novos hábitos dos consumidores».

Nos últimos dois anos, notou, não só o panorama económico se alterou – com a subida da inflação, dos custos das operações ou da energia, por exemplo -, como surgiram novos segmentos de mercado e novos mercados.

Segundo aquele responsável, a pandemia COVID-19 fez nascer um novo segmento de mercado – o Visiting Friends, Family and Relatives (VFFR) -, que na tradução em português significa visitar amigos, família e parentes.

«É algo novo que surgiu com a pandemia porque durante dois anos não estivemos autorizados a ver os nossos pais, a nossa família, às vezes até mesmo os nossos filhos, por causa do distanciamento social», explicou.

Actualmente, é notório que «as pessoas querem ligar-se aos amigos e família e há muitas viagens em torno disso, mas também viagens geracionais: os avós quererem viajar com os filhos, e até com os netos, o que está a criar um novo segmento», apontou.

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A edição de 2021 da conferência The Resort and Residential Hospitality Forum decorre até quarta-feira no Tivoli Marina Vilamoura Resort, no Algarve, reunindo especialistas mundiais em investimentos nas áreas do turismo, hospitalidade e lazer.

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