O ano passado, a carga fiscal sobre o trabalho voltou a subir em Portugal, que é o 9º país da OCDE onde o IRS e as contribuições sociais entregues por trabalhadores e empregadores mais pesam nos salários. Os dados são do relatório anual “Taxing Wages” da OCDE e divulgado pelo Jornal de Negócios.
De acordo com a publicação, o peso de impostos e contribuições sobre a retribuição de um trabalhador solteiro sem filhos a ganhar um salário médio subiu de 41,8% para 41,9%.
O aumento da chamada “tax wedge” voltou a dever-se à subida das taxas efectivas de imposto, não tendo havido alterações nas taxas contributivas.
No caso de Portugal, a remuneração média passou para cerca de 1514 euros brutos mensais, tendo crescido em termos nominais 4,5%, o que face à inflação registada se traduziu numa perda real de salários de 3,5%. A taxa efectiva de imposto subiu 0,3%, considerando o trabalhador solteiro sem filhos.














