Segundo o 2021 Global Wellbeing Survey, Portugal, a par do Brasil e da Índia, é um dos países do mundo onde as empresas mais implementam estratégias de promoção do bem-estar (cerca de 64% das organizações a nível nacional adoptam este género de estratégias).
O estudo realizado pela Aon em parceria com a IPSOS mostra também que as empresas portuguesas são as que, na EMEA, têm maior probabilidade em ter uma estratégia de bem-estar integrada com o seu negócio e políticas de talento (26%). Atrás da realidade portuguesa estão a Polónia, a África do Sul e a Irlanda, cada uma com 24%.
Ainda que o cenário português esteja acima da média global, o 2021 Global Wellbeing Survey destaca que ainda existem algumas barreiras à adopção plena de programas de bem-estar nas empresas. Entre estas estão os níveis de investimento nesta área (51% das organizações a nível global revelam sentir esta dificuldade neste tópico), a dificuldade em avaliar o retorno das acções de promoção do bem-estar (44%), e os baixos níveis de engagement e interesse dos colaboradores para iniciativas de bem-estar (42%).
O estudo revela ainda que, globalmente, o stress é o risco de maior impacto no desempenho de bem-estar nas empresas (67% das organizações assim o afirmam), seguido do burnout e da ansiedade, com a confirmação de 46% e 37%, respectivamente.
Em simultâneo, os dados recolhidos demonstram que o work-life balance (65%), a saúde mental (40%), o ambiente de trabalho (40%) e a saúde física (33%) são actualmente as principais preocupações das organizações no desenvolvimento de iniciativas de bem-estar, tendo estas adquirido uma maior dimensão face à escalada da pandemia e ao seu impacto socioeconómico.
O estudo indica também que uma melhoria de 3,5% da performance em bem-estar nas empresas pode levar a uma subida de 1% na satisfação dos colaboradores e na aquisição de novos clientes, enquanto que, com apenas 4% de melhoria nos programas de bem-estar se poderá alcançar 1% de crescimento dos lucros e, simultaneamente, um decréscimo de 1% na rotatividade de colaboradores.
Apesar de ser um tópico de especial importância para as empresas – 82% das empresas entendem o bem-estar dos colaboradores como uma prioridade – os dados agora divulgados revelam que só 55% das organizações a nível global adoptam estratégias nesta área, cenário semelhante ao registado na região da EMEA, onde apenas 51% das empresas têm implementadas estratégias de promoção do bem-estar dos colaboradores.














