Portugal entre os países com maior atraso nos pagamentos empresariais: só 20% cumprem prazos

Um estudo recente revela que apenas 20,2% das empresas portuguesas pagam os seus fornecedores dentro dos prazos acordados, colocando o país quase no último lugar entre 37 países analisados a nível mundial.

Human Resources
15 de Julho 2026 | 19:20
Portugal entre os países com maior atraso nos pagamentos empresariais: só 20% cumprem prazos

De acordo com a 12.ª edição do estudo sobre o Comportamento de Pagamento das Empresas em Portugal, realizado pela Informa D&B em Maio, apenas 20,2% das empresas nacionais cumprem os prazos de pagamento acordados com os seus fornecedores.

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Esta situação posiciona Portugal entre os países com pior desempenho a nível mundial nesta área. O relatório indica que 65,2% das empresas efectuam os pagamentos com atrasos até 30 dias, 9% atrasam-se entre 30 e 90 dias, e 5,6% ultrapassam os 90 dias de atraso. Embora tenha havido uma melhoria durante a pandemia, estes números mantêm-se praticamente estáveis desde 2022.

No panorama internacional, Portugal ocupa o penúltimo lugar entre 37 países avaliados no relatório da Cribis, elaborado em parceria com a Dun & Bradstreet Worldwide Network, referente a dezembro de 2025. Apenas a Bulgária apresenta um desempenho inferior no cumprimento dos prazos.

A diferença face à média da União Europeia continua a aumentar: enquanto 52% das empresas europeias cumprem os prazos de pagamento, em Portugal o valor permanece nos 20,2%, representando uma discrepância de quase 32 pontos percentuais, a maior registada até hoje. Os atrasos são generalizados em todos os setores, com o comércio grossista a registar o menor atraso médio de 19 dias, e o setor do alojamento e restauração a apresentar o pior desempenho, com atraso médio de 30 dias e apenas 11% das empresas a cumprirem os prazos.

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Em termos de dimensão, as grandes empresas são as que menos cumprem os prazos, com apenas 4% a pagarem dentro do prazo. No entanto, este segmento apresenta menos atrasos superiores a 90 dias, indicando um comportamento mais previsível e menor risco de incumprimento grave. Por outro lado, as empresas de menor dimensão conseguem cumprir os prazos com maior frequência. O estudo alerta ainda para um agravamento do risco de atrasos prolongados, com cerca de 66 mil empresas portuguesas — 12% do tecido empresarial — a apresentarem risco médio-alto ou elevado de atrasar pagamentos em mais de 90 dias a pelo menos um credor, um aumento significativo face às 43 mil registadas há um ano.

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