Portugal foi o segundo país da OCDE em que o rendimento das famílias mais caiu desde a pandemia. Adivinha qual o primeiro?

Human Resources com Lusa
9 de Fevereiro 2023 | 08:30
Portugal foi o segundo país da OCDE em que o rendimento das famílias mais caiu desde a pandemia. Adivinha qual o primeiro?

Portugal foi o segundo país da OCDE no qual o rendimento real dos agregados familiares mais diminuiu entre o início da crise da pandemia e o terceiro trimestre de 2022, indicam os últimos números comparáveis disponíveis da OCDE.

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De acordo com dados publicados pela OCDE, o rendimento real per capita (um indicador em que são deduzidos impostos e contribuições e acrescentados benefícios sociais) em Portugal caiu 4,14% entre o quarto trimestre de 2019 e o terceiro trimestre de 2022, decréscimo só ultrapassado pelo de Espanha, que foi de 7,85%.

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Os decréscimos de Portugal e Espanha contrastam com o aumento global de 1,9% na OCDE nesse período para os 21 países para os quais existem estatísticas disponíveis.

Declínios de menor magnitude foram também registados no Reino Unido (-3,94%), Finlândia (-1,80%), República Checa (-1,68%) e Dinamarca (-1,30%).

No outro extremo, os rendimentos reais aumentaram mais na Polónia (7,16%), Eslovénia (6,53%), Austrália (4,55%), Hungria (4,26%) e Canadá (4,09%).

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«O rendimento familiar real per capita excedeu os níveis da pandemia pré-COVID-19 no terceiro trimestre de 2022 em todos os países da OCDE para os quais existem dados disponíveis, excepto a República Checa, Dinamarca, Finlândia, Portugal, Espanha e Reino Unido», disse a organização.

Os peritos da organização associam os maus resultados observados em Espanha e em Portugal à «lenta recuperação» do excedente bruto de exploração e do rendimento misto, que está normalmente ligado ao rendimento dos trabalhadores independentes.

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No caso particular de Espanha e Portugal, os dois países mais atrasados em termos de evolução do rendimento disponível, a OCDE disse que o resultado pode ser parcialmente explicado «pela lenta recuperação do excedente bruto de exploração e do rendimento misto das famílias desde os primeiros dias da pandemia».

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«Este tipo de rendimento está geralmente associado ao autoemprego e, na maioria dos países, contribui com cerca de um quinto do rendimento disponível do agregado familiar», disse a instituição.

Assim, recordou que Portugal e Espanha registaram grandes quedas nesta referência no primeiro semestre de 2020 e recuperaram lentamente a partir daí, enquanto em contraste, a maioria dos países da OCDE registou um crescimento sólido após a recessão inicial relacionada com a pandemia.

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