Portugal ocupa o oitavo lugar entre os melhores países do mundo para expatriados em 2026, segundo o estudo da InterNations, que avaliou 31 destinos com base em factores como a qualidade de vida e a facilidade de adaptação
A posição de Portugal no ranking anual da InterNations tem oscilado ao longo dos anos. Em 2022, o país ocupou o 4.º lugar e o mais elevado desde a primeira edição do estudo Expat Insider, realizada em 2014, ano após o qual registou uma trajectória descendente, chegando a ocupar a 29.ª posição em 2024., revelou o observador.
Nos resultados de 2026, a maior comunidade de expatriados do mundo colocou Portugal na 8.ª posição da lista que abrange 31 países de todos os continentes. “Preços baixos, sol e residentes amigáveis” fazem frente a um mercado de trabalho desafiante e pilhas de burocracia “que são das piores do mundo”.
A posição global no ranking, resulta da média dos resultados obtidos por cada uma das nações contempladas em cinco índices diferentes: Qualidade de vida, Facilidade de adaptação, Trabalho no estrangeiro, Finanças pessoais e Essenciais dos expatriados (que abrange o acesso a ferramentas digitais, à língua e à habitação). Este ano, o estudo questionou perto de 8000 pessoas em condição de expatriamento, originárias de 162 países do mundo.
No pódio, e à frente de Portugal, o estudo colocou o Panamá — que ocupa o primeiro lugar da lista há três anos —, o México e a Tailândia. No top 10, estão países localizados em três continentes: Panamá, México e Brasil (em 5.º lugar) na América do Sul; Tailândia, Emirados Árabes Unidos (4.º), Singapura (7.º) e Malásia (9.º) na Ásia; e três nações europeias — Espanha (6.º), Portugal e Luxemburgo (10.º).
Entre os aspectos mais positivos que os estrangeiros residentes no país identificam estão os preços acessíveis (Portugal ocupa o 4.º lugar nesta categoria), com acima de três em cada cinco expatriados a elogiar o custo de vida e a capacidade de viver de forma confortável com o salário que auferem.
Nos campos da felicidade geral e facilidade de integração, as pessoas consultadas colocaram Portugal na 6.ª e 7.ª posição, respectivamente. Em 11.º lugar no ranking da Qualidade de Vida, Portugal destaca-se pela qualidade do ar, clima agradável e segurança pessoal. Os dados ainda dão conta da oferta cultural, da qualidade da vida noturna e das oportunidades para praticar desporto recreativo, às quais se soma a facilidade de acesso a transportes públicos.
Segundo a publicação, a burocracia foi um dos aspectos mais criticados pela amostra considerada, que o estudo declarou “um dos pontos fracos” do país, assim como a comunicação com as autoridades locais e o acesso a serviços administrativos online. “Depois da barreira linguística, a burocracia foi uma das principais preocupações, elencada por mais de um terço das pessoas questionadas.”
Mas o índice do Mercado de trabalho é a categoria onde Portugal obteve o pior resultado e na qual ocupou a 3.ª posição mais baixa entre o grupo de países considerados pelo estudo. “O país está em último lugar no mercado de trabalho local”, explica a descrição do Expat Insider.
O estudo traça ainda o perfil dos estrangeiros que escolhem viver em Portugal, cuja média de idades está situada nos 58,7 anos. “Um em cada cinco (20%) dos expatriados mudou-se para Portugal para viver a reforma“, cinco vezes mais do que a média registada para todos os países, e 39% dos indagados querem viver no país para sempre.
















