Desde 2021 que o peso dos contratos precários em Portugal se mantinha abaixo dos 17%, tendência que se inverteu no final do ano passado e que parece ter vindo para ficar este ano. Entre Janeiro e Março deste ano a mudança já se fazia sentir, com 17,2% dos trabalhadores por conta de outrem com contratos a termo ou de duração limitada, revelou o Jornal de Negócios.
Entre Abril e Junho, o peso dos contratos precários voltou a aumentar, desta vez para os 17,8%, colocando Portugal em terceiro lugar entre os países da União Europeia com mais trabalhadores em situação de precariedade.
À frente de Portugal fica Espanha, mas apenas com diferença de uma décima, e os Países Baixos, que encabeçam a lista com 27,8% de trabalhadores por conta de outrem com contratos a termo ou de duração reduzida.
Dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), citados pelo Jornal de Negócios, revelam que, entre Abril e Junho, o peso dos contratos a termo subiu mesmo para 17,8%. São 756 mil situações de precariedade registadas.














