Portugal precisa de 45 a 50 mil trabalhadores no sector do turismo

Human Resources com Lusa
3 de Agosto 2022 | 16:00
Portugal precisa de 45 a 50 mil trabalhadores no sector do turismo

A secretária de Estado do Turismo estimou que Portugal precisa de 45 mil a 50 mil trabalhadores no turismo, vagas que poderão ser preenchidas por trabalhadores de países de língua portuguesa ao abrigo de um regime recentemente aprovado.

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Em declarações à Lusa, à margem de uma visita ao Algarve, Rita Marques adiantou que está a ser preparada, para o último trimestre do ano, uma «missão empresarial» portuguesa para «garantir» que o país possa receber trabalhadores destes países, com o enquadramento do novo regime de entrada e permanência de trabalhadores em Portugal.

«O objectivo é levar uma comitiva de empresários portugueses que estejam à procura de reforçar os mapas de pessoal, identificando trabalhadores dessas geografias que estejam interessados em vir para Portugal […] e que os serviços consulares possam depois administrativamente despachar favoravelmente os vistos e possamos trazer connosco os trabalhadores que pretendem ingressar neste sector de actividade», precisou.

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Segundo a a secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, que esteve reunida com vários representantes do sector do turismo no Algarve, a missão empresarial portuguesa, que conta com várias áreas do Governo, como o «Trabalho, Negócios Estrangeiros e Economia», deverá realizar-se no último trimestre de 2022.

«Nesta altura em que há uma retoma pujante do sector do turismo, estamos a viver vários desafios e um deles tem a ver, justamente, com a falta de capital humano», referiu, adiantando que, durante o encontro com empresários do sector, foi abordada a nova lei votada favoravelmente na Assembleia da República em 21 de Julho.

De acordo com a governante, a nova lei veio introduzir «alterações muitíssimo relevantes e substanciais na emissão de vistos, designadamente no âmbito dos países que ratificaram o acordo da CPLP [Comunidade dos Países de Língua Portuguesa]».

Estimando que o país precisa entre 45 mil a 50 mil trabalhadores no sector para garantir a qualidade de serviços no turismo, Rita Marques considerou que o novo regime de entrada e permanência de trabalhadores em Portugal «pode ser útil justamente para se poder importar capital humano».

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No entanto, sublinhou, há a preocupação «de garantir que este capital humano também é adequadamente formado e capacitado» para manter «uma prestação de serviços de excelência» no sector, envolvendo nesta matéria as escolas de hotelaria e turismo nacionais.

Na agenda de Rita Marques esteve também uma visita a dois resorts turísticos que estão na «vanguarda» da eficiência hídrica na região do Algarve, outro dos temas que mereceu destaque durante a sua deslocação à região, afectada por uma situação prolongada de seca que já levou a que começassem a ser implementadas medidas de poupança de água.

Sublinhando que se está a «viver tempos de mudança no que toca aos recursos naturais» e que «a água é um recurso precioso sem o qual não se consegue prestar um serviço de qualidade», Rita Marques sustentou que é preciso haver um compromisso em «desenvolver soluções inovadoras que garantam que este recurso não é desperdiçado».

«Os nossos empreendimentos turísticos e campos de golfe têm trabalhado de há uns anos a esta parte nesta senda, nesta agenda, e o objectivo desta visita foi justamente conhecer entidades que desenvolvem as melhores práticas no que à utilização da água diz respeito, para conhecer estas boas práticas e poder inspirar outros operadores económicos a também usá-las», justificou.

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Segundo Rita Marques, as empresas municipais Infraquinta e Infralobo, que gerem os resorts Quinta do Lago e Vale do Lobo e têm implementado um leque de soluções para aumentar a eficiência hídrica, são «dois exemplos do melhor que se faz em termos de gestão dos recursos hídricos».

A visita destinou-se também a perceber como «podem ser adaptados transversal e universalmente pela região do Algarve, pelos vários municípios e operadores económicos, mas também no contexto nacional para outras regiões do país», concluiu.

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