Depois de uma recuperação no pós-Covid, a emigração portuguesa estabilizou nas 70 mil saídas em 2022 e 2023, revela o relatório da Emigração Portuguesa 2024, com dados referentes ao ano anterior.
Segundo o documento, elaborado pelo Observatório da Emigração, pela Rede Migra e pelo Centro de Investigação e Estudos de Sociologia e pelo Instituto Universitário de Lisboa, apenas não se verificou uma recuperação total uma vez que a emigração para o Reino Unido caiu mais de 40%, mantendo a trajectória descendente iniciada com o “Brexit” e para França cedeu 27%.
O documento revela também que, o principal destino da emigração portuguesa, em 2023, foi a Suíça, que contabilizou 12.652 entradas, destacando-se também, nas posições seguintes, os fluxos para Espanha (11 554), França (7426), Alemanha (6375) e Países Baixos (4892).
Com menos de mil entradas aparecem destinos como EUA (890), Áustria (778), Noruega (709), Itália (702), Suécia (688), Brasil (547), Venezuela (532), Irlanda (426) e Angola (381). No fundo da tabela estão a Austrália (91) e Macau (53).
«Embora a imigração portuguesa tenha perdido relativa importância ao longo dos anos, o impacto desses fluxos nos países de destino continua a ser expressivo. No Luxemburgo, por exemplo, os portugueses representaram cerca de 13,5% do total de entradas de imigrantes, enquanto em Macau o número foi de 6% e na Suíça 5,2%», lê-se no documento.
No que diz respeito ao país onde vive o maior número de emigrantes nascidos em Portugal, continua a ser França, com 577 mil. Ainda com mais de 100 mil emigrantes portugueses residentes estão a Suíça (204 mil), EUA (162 mil), Reino Unido (156 mil, em 2021), Brasil (138 mil, em 2010), Canadá (133 mil, em 2021) e Alemanha (115 mil, em 2021).
Em Espanha, registou-se um aumento do número de emigrantes portugueses residentes, depois de três anos em queda, passando para os 95 mil indivíduos em 2023 (1.7%). Na Suíça, o total diminuiu pelo sétimo ano consecutivo (-0.1%, em 2023).
O relatório conclui que a emigração está concentrada na Europa (70%), com menor presença na América e África. Quanto ao perfil, são predominantemente jovens e em idade activa, com aumento de emigrantes qualificados em destinos como Países Baixos e Escandinávia.














