Segundo o estudo “Kelly Global Workforce Index” da Kelly Services, os empregadores portugueses receberam um relatório de avaliação misto com menos de metade dos inquiridos a afirmar que o seu chefe está a fazer um bom trabalho ao prepará-los para o sucesso futuro.
Entre os inquiridos, 42% afirma não estar a ser bem preparado para o futuro, 39% consideram que as chefias estão a fazer um bom trabalho e 19% estão indecisos.
A pontuação média das chefias portuguesas cifra-se em 6,1 pontos, num total de 10. Classificação abaixo da média da União Europeia que está nos 6,4.
Quase metade dos portugueses (48%) questionados neste estudo recomendariam o seu actual empregador, abaixo da média de 56% dos 30 países que participaram neste estudo. As razões mais apontadas por aqueles que recomendam foram o “ambiente de trabalho” (38%), a “liderança/gestão” (20%), “a promoção da progressão/desenvolvimento de carreira” (14%) e um “trabalho estimulante”(11%).
“Os pontos de vista dos trabalhadores dão às organizações um sinal claro de como as pessoas se sentem, são geridas e de quanto gostariam de contribuir para o sucesso dos seus empregadores. Em última instância, são variáveis críticas que contribuem para a atracção e retenção de talentos”, conclui Afonso Cavalho, Director-Geral da Kelly Services.
O estudo foi realizado com base nas respostas de cerca de 97 mil inquiridos em 30 países, incluindo quase 9 mil em Portugal.
Os resultados do estudo em Portugal demonstram que:
– A Geração Y (18-29 anos de idade) e a Geração X (30-47 anos de idade) concordam que as pessoas da Geração X são as melhores líderes mas os Baby Boomers (48-65 anos de idade) acreditam firmemente que a sua própria geração tem os melhores chefes.
– A qualidade mais importante de um bom chefe é a sua visão/orientação bem definida com 29%, ligeiramente à frente do trabalho em equipa (27%), e estilo de liderança (17%).
– Mais de metade dos inquiridos (52%) descreveu a cultura de liderança da sua organização como “delegante” ou “democrática“; 29% descreveram-na como “autoritária” ou “opressiva”.
– Um pouco mais de um terço (34%) afirmam que o seu trabalho é reconhecido e recompensado. Uma percentagem baixa quando comparada com a média europeia de 47% que posicionou Portugal no penúltimo lugar dos 30 países que participaram.
-Entre os inquiridos que se sentiram recompensados e reconhecidos pelo seu trabalho, mais de dois terços (69%) justificam dizendo que “as competências são reconhecidas pela chefia“, 19% recebem bónus ou incentivos e 9% são reconhecidos através de programas formais.













