Portugueses de Sucesso no mundo. Carolina Leite, PIMCO: A habilidade de navegar entre culturas, experiências e aprendizagens

Human Resources
3 de Junho 2025 | 10:10
Portugueses de Sucesso no mundo. Carolina Leite, PIMCO: A habilidade de navegar entre culturas, experiências e aprendizagens

Cresceu em Pombal, estudou em Coimbra e foi para Londres tirar um MBA. Sair da zona de conforto permitiu-lhe viver novas experiências, aprendizagens e aventuras em Itália, Reino Unido e Estados Unidos. Agora de volta a Londres, Carolina Leite é vice-presidente de Corporate Engagement na PIMCO (Pacific Investment Management Company LLC), gestora de investimentos global.

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Por Tânia Reis

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Carolina Leite sempre soube que «tinha de trabalhar com pessoas» e, quando era pequena, queria ser “fada madrinha”. Enveredou por Psicologia para compreender as dinâmicas humanas, mas quis o destino que fosse a responsabilidade social e a sustentabilidade a levá-la mais longe. E levou, da Europa à América do Norte. Apesar de querer criar raízes em Londres, onde está actualmente, confessa que, um dia, gostava de regressar a Portugal.

 

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Estudou Psicologia em Coimbra. Era o seu objectivo de carreira?
Na altura, não sabia exactamente o que desejava para a minha carreira, mas sempre soube que tinha de trabalhar com pessoas. Quando era pequena, dizia que queria ser “fada madrinha” e isso reflecte muito de mim – movo-me por valores sociais e éticos, e sinto-me inspirada por contribuir para um mundo melhor. Psicologia pareceu ser o ponto de partida certo, dando-me uma base sólida para compreender as dinâmicas humanas e organizacionais. Especializei-me em Psicologia das organizações, o que me deu ferramentas valiosas que aplico diariamente.

 

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Entretanto fez Erasmus em Itália. O que a levou a escolher Florença?
Sempre quis ter uma experiência internacional e Florença parecia o lugar perfeito. No entanto, ao chegar lá e ver o meu pai voltar para Portugal, senti um misto de emoções e incertezas – “será que estou preparada para isto? Onde está a minha rede de suporte?”. Foi uma experiência transformadora – sair da zona de conforto, para um país desconhecido, com ruas confusas e uma língua que ainda não dominava.

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Enfrentei muitos desafios, mas também cresci imensamente a nível pessoal. Fiz amizades para a vida, conheci culturas diferentes e vivi muitas aventuras. Esta experiência ensinou-me a ser resiliente, a valorizar as minhas raízes e a minha família, e a perceber que, apesar das saudades, viver fora do país me proporcionou um crescimento que nunca teria alcançado de outra forma.

 

Iniciou o seu percurso no Grupo CH, em 2009. Como foi a entrada no mundo do trabalho?
Foi emocionante e enriquecedor. Escolhi o estágio no Grupo CH pela oportunidade de trabalhar em responsabilidade social. Encontrei uma empresa com uma energia e um ADN especial, onde conheci pessoas extraordinárias e carismáticas, com quem aprendi imenso e que guardo para a vida. A empresa estava em grande crescimento e sinto que crescemos juntas! Quando saí da CH, sete, oito anos depois, estava a desempenhar uma função de direcção de Responsabilidade Social e uma função enquanto gestora de unidade de negócios de Recursos Humanos.

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Foi aí que nasceu o “bichinho” da responsabilidade social?
O meu interesse começou durante os tempos de faculdade, em Coimbra, onde fiz a tese de mestrado sobre responsabilidade social das empresas. Naquela época, a sustentabilidade corporativa e a responsabilidade social ainda não eram temas amplamente discutidos, e percebi que havia muito a ser feito.

 

Também integrou a direcção do GRACE – Empresas Responsáveis durante seis anos. Que impacto teve essa experiência?
Tenho uma enorme admiração pelo GRACE e foi um imenso privilégio integrar a direcção. Essa experiência contribuiu para alargar os meus horizontes ao conhecer mais da realidade das multinacionais. Ver o impacto que o GRACE tem, reforçou a minha convicção no potencial da área da sustentabilidade corporativa. Sinto que “sou GRACE para a vida” e, apesar de estar um pouco mais longe agora, é uma honra ter contribuído para o crescimento desta organização e trabalhado com líderes que tanto admiro.

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Em 2018, vai para Londres, para a Moody’s Corporation, para a função de Senior CSR associate. Como surgiu essa oportunidade?
Em 2016, decidi que precisava de complementar a minha experiência e formação com mais conhecimentos de gestão, economia e finanças, precisava de “falar números” e fui para Londres para tirar o MBA. Mais uma vez, sair da minha zona de conforto e aventurar-me sozinha por “terras de Sua Majestade” foi um desafio.

O MBA abriu-me horizontes e o mercado de trabalho em Londres permitia-me explorar uma carreira mais impactante. A oportunidade na Moody’s foi aliciante pela reputação e por ter um departamento de Responsabilidade Social e Estratégia bem desenvolvido, composto por profissionais experientes nesta área.

 

Com que principais desafios se deparou? E oportunidades?
Adaptar-me a um novo ambiente corporativo e forma de trabalhar foi desafiante. Foi o primeiro emprego em inglês, a primeira vez que estava em contacto directo e a gerir projectos em dezenas de escritórios pelo mundo. A minha equipa estava nos Estados Unidos, por isso tive de aprender a trabalhar com diferentes fusos horários.

As oportunidades também foram imensas: trabalhar com equipas globais, estabelecer a minha rede de contactos no Reino Unido e trazer um olhar novo e diferente, o que me permitiu acrescentar valor e identificar oportunidades de melhoria facilmente.

 

Leia o artigo na íntegra na edição de Maio (nº. 173) da Human Resources, nas bancas.

Caso prefira comprar online, tem disponível a versão em papel e a versão digital.

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