Portugueses diminuem poupanças e aumentam despesas

Delta Coders
31 de Julho 2012 | 10:29

Pela primeira vez desde 2010, os portugueses estão a planear aumentar os gastos e diminuir as poupanças. O aumento das despesas é uma consequência da subida dos preços dos bens essenciais, enquanto a redução das poupanças reflecte a diminuição dos rendimentos.

A análise do Observador Cetelem conclui que pela primeira vez, em dois anos, aumentou o número de pessoas que pretende aumentar as despesas.

“É a percentagem mais elevada desde 2010 (25%, contra 18% em 2011 e 20% em 2010)”, refere o estudo, salientando que ao mesmo tempo “o número de portugueses que têm intenção de poupar mais (30%) diminuiu em 2012 (menos 17 p.p que em 2010 e 2 p.p. em 2011)”.

A explicação para esta inversão das intenções de gastos e poupança dos portuguêses está no aumento dos preços de alguns bens essenciais e na diminuição dos rendimentos.

«2012 tem sido um ano particularmente difícil para os portugueses, que viram os seus rendimentos e poder de compra diminuir significativamente”, adianta o diretor de marketing do Cetelem, Diogo Lopes Pereira. Como consequência, continua o diretor de marketing, “é natural que as intenções de poupança diminuam também”.

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Relativamente ao aumento das intenções de despesa, Diogo Lopes Pereira, saliente que este se “justifica pelo aumento dos preços de alguns productos e bens essenciais.”

O Observador Cetelem analisou o estado de espírito dos consumidores portugueses e concluiu que são os jovens entre os 18 e os 24 anos que mais contam aumentar as suas poupanças nos próximos meses (38%) e que os indivíduos entre os 55 e os 65 anos são os menos confiantes – 77% dos inquiridos não contam aumentar as poupanças.

À questão se “nos próximos meses pensam aumentar as suas despesas” 30% dos consumidores, entre os 25 e os 34 anos, diz que sim. Em 2011, apenas 17% dos indivíduos contava gastar mais.

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Os portugueses entre os 55 e os 65 continuam a ser os que menos esperam aumentar as suas despesas. Em 2011 a percentagem chegava aos 90%, em 2012 desce, ficando pelos 80%.

“Como era expectável na análise dos níveis sócio-económicos”, adianta o Observador Cetelem, são as classes altas que prevêm aumentar mais as poupanças (32%). Nas classes baixas, 72% não esperam que as suas economias cresçam nos próximos meses.

O “cenário é semelhante nas intenções de despesas”. A percentagem de indivíduos que contam aumentar os gastos é maior nas classes altas (28%) do que nas classes baixas (16%).

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