Portugueses emigrados no Reino Unido criam petição para pedir excepções à quarentena

Human Resources
30 de Julho 2020 | 09:30
Portugueses emigrados no Reino Unido criam petição para pedir excepções à quarentena

Depois de o Reino Unido ter decidido manter Portugal fora da sua lista segura dos corredores aéreos, os portugueses que vivem e trabalham em ‘terras de sua majestade’ trataram de lutar para que sejam dispensados da quarentena obrigatória para poderem visitar as famílias em Portugal este verão.

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Esta luta, iniciada pela enfermeira Joana Ribeiro, faz-se através de uma petição online , chamada de «Permita que os imigrantes visitem as suas famílias», a qual em dois dias recolheu quase mil assinaturas, e esta manhã já está muito perto das 1400 assinaturas.

«A reacção portuguesa foi evidentemente de preocupação com o turismo, sobretudo do Algarve, mas tiveram muito pouca ou nenhuma preocupação com os portugueses residentes no Reino Unido. O que acontece neste momento é que para viajarmos precisamos de ficar de quarentena no regresso. Os nossos empregadores não são forçados a permitir uma quarentena de 14 dias a quem viajou e muitos de nós não temos dias de férias suficientes para visitar Portugal e ainda poder cumprir quarentena no regresso», critica Joana Ribeiro, em declarações à ‘Rádio Renascença’.

Atendendo a que o governo britânico estabeleceu, ainda assim, algumas excepções, por exemplo, para pessoas que vivam no Reino Unido mas que trabalham noutro país e precisam de viajar pelo menos uma vez por semana, Joana Ribeiro lamenta que visitar a família não seja considerada uma prioridade.

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A portuguesa dá ainda conta de que os portugueses também estão a tentar sensibilizar as empresas onde trabalham para esta situação, no sentido de não cumprirem quarentena no regresso, mas não foram bem acolhidos e ainda ficou em aberto a possibilidade de então serem penalizados.

Disposta a levar esta luta em frente, Joana Ribeiro decidiu criar um abaixo-assinado para que o primeiro-ministro português ou o Presidente da República actuem, apelando ao diálogo entre governos.

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