Apesar dessa pressão, a decisão permanece maioritariamente do lado dos adultos. Cerca de um terço (32%) indica que quem paga tem a palavra final, enquanto os restantes referem uma negociação equilibrada ou preferências dos jovens que acabam por ceder à decisão familiar. Apenas 11% consideram que os jovens decidem de forma autónoma.
A dimensão social assume um papel relevante. Cerca de 53% dos inquiridos consideram que factores como marca, estatuto ou grupo de pares são o principal factor das escolhas tecnológicas, enquanto outros 34% admitem que essa influência é apenas parcial, a par das necessidades funcionais. Apenas 6% acreditam que a escolha é puramente racional, assente nas funcionalidades e na qualidade do equipamento.
O argumento mais frequente é o de que “todos os amigos têm o mesmo modelo”, referido por 31%, acima de justificações ligadas à durabilidade ou desempenho dos equipamentos.
O mercado de equipamentos recondicionados encontra terreno favorável junto das famílias portuguesas. Questionados sobre a reaccção provável de um jovem perante um dispositivo recondicionado certificado, mais barato do que um equivalente novo, cerca de 46% consideram que o jovem aceita ou acaba por aceitar o equipamento, contra 18% que anteveem uma recusa imediata.
Para 29%, a aceitação dependeria do conhecimento dos benefícios destes equipamentos, enquanto 36% consideram que a reação varia de pessoa para pessoa.
Num contexto em que dois em cada três portugueses já viveram ou presenciaram gastos acima do previsto em tecnologia, os equipamentos recondicionados acompanham duas tendências que marcam o regresso às aulas: a contenção de custos e a valorização de práticas de consumo mais sustentáveis.
















