Precisa recrutar e está a adoptar o sistema remoto? Siga estas cinco passos para maximizar o sucesso

Margarida Lopes
17 de Novembro 2020 | 12:05

Entre tendências estrangeiras, equipas internacionais e uma pandemia mundial, o trabalho remoto veio para ficar e traz consigo desafios nunca antes vistos que afectam directamente a capacidade de atrair e reter talento.

 

Segundo um estudo realizado pela Confederação da Indústria de Portugal (CIP) em Junho, quase metade das empresas pretendem continuar a operar de forma remota. De igual modo, também o  Ministério da Modernização do Estado e da Administração Pública aponta que 25% dos funcionários públicos permanecem nesta modalidade pelos próximos três anos.

Com o objectivo de recrutar 150 pessoas durante os próximos 18 meses para o escritório de Lisboa, a larga maioria enquanto trabalhadores remotos, a consultora britânica, BJSS partilha cinco passos que poderão ajudar as empresas a optimizar o seu processo de recrutamento remoto.

 

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1. Descrição da oferta: um desafio ignorado
Basta uma breve pesquisa de emprego para compreender que as descrições das ofertas são muito semelhantes. Este aspecto levanta duas importantes questões, do lado da empresa, significa que o departamento de Recursos Humanos poderá estar a deixar de parte talento; para os candidatos, os mesmos irão assumir que a posição não é para eles.

Descurar uma descrição pode estar a comprometer o acesso ao talento certo. Os departamentos de RH e os recrutadores precisam de avaliar a melhor forma de interpelar os candidatos. No lugar de se focarem em employer branding ou ferramentas tecnológicas como formas de acelerar o processo, este tempo seria melhor aplicado a testar e aplicar melhorias na abordagem.

O primeiro passo é assegurar de que a nomenclatura e descrição estão correctas e específicas e não taxativas. Desta forma, os candidatos terão uma melhor oportunidade para exibir as suas soft skills, um aspecto crucial nas candidaturas de hoje. Se a função ainda não tiver um título, ou este ainda não for comum, poderá representar uma nova oportunidade de talento para o recrutador.

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2. Alcançar as pessoas correctas
Esta nova perspectiva de alcançar os candidatos certos é muito mais abrangente, uma vez que permite criar uma equipa versátil a vários níveis, género, qualificações académicas, background, nível de experiência, idade, origem e capacidades técnicas. Combinados, o resultado são personalidades diferentes e experiências interessantes alinhadas com o tipo de projectos da empresa, sendo que é importante ter em mente que o conhecimento técnico pode ser aprendido, ao passo que os valores são mais difíceis de desenvolver.

 

3. Acesso a uma maior oportunidade de talentos
Vivemos num mundo cada vez mais digital, o que significa, entre outras coisas, que é possível encontrar talentos incríveis praticamente por todo o lado. Por exemplo, quando uma vaga é lançada no LinkedIn ou outra plataforma de recrutamento, porque não pesquisar para além da cidade? Se o objectivo das empresas é tornarem-se remotas, então faz sentido escolher os candidatos pelo seu talento e não pela necessariamente pela sua localização.

Na prática, isto significa recrutar pessoas que estariam tipicamente fora das normais pesquisas associadas a uma dada geografia, significa também trazer talento de outros países para Portugal ou até estabelecer equipas completamente remotas sem depender de uma dada geografia ou cidade.

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4. Processo de recrutamento, digital, remoto e humano
Digitalizar o processo de recrutamento não é o único desafio. É importante preparar a empresa para que a própria integração de novos colaboradores seja feita remota desde o primeiro dia. Isto significa investir numa cultura de empresa que incentive à colaboração e trabalho remoto.

Treinar a empatia e estar consciente do que o ‘novo normal’ poderá significar para os colegas e como os poderá afectar é crucial, principalmente na definição de novas rotinas e condições de trabalho. Sendo que este último ponto ganhará ainda maior importância para os recém-chegados. A ‘arte de ser humano’ num ambiente digital é de vital importância nesta fase.

 

5. Gerir um onboarding totalmente remoto
Gerir um processo de onboarding totalmente remoto requer também uma redefinição de como este se transporta para a casa do colaborador. Significa para as empresas um mapeamento de como o processo era anteriormente feito e como é que este poderá ser completamente transportado para um ambiente remoto sem que se perca a interacção humana.

Perante uma nova equipa totalmente remota, a comunicação é chave. Actualizações regulares e transparentes ajudam a prevenir desinformações e conjecturas. Ferramentas como o Slack ou o Twist, em conjunto com chamadas periódicas via Zoom e outras actividades virtuais criadas pela empresa, tornam-se essenciais para manter a equipa organizada e focada, ao mesmo tempo que motivadas e a par das últimas notícias internas.

A mentoria e acompanhamento permanecem cruciais e possíveis de realizar através destas plataformas, onde também deverá existir tempo para um café ou chá informal.

Considerando a saúde mental e o bem-estar, oferecer serviços totalmente lúdicos – individuais ou em grupo – como sessões de aprendizagem ou aulas de exercício virtual, não só irão fortalecer o espírito de equipa, como fortalecer o respetivo sistema imunitário.

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