Precisar renegociar os créditos para diminuir os custos fixos ao fim do mês mas não sabe por onde começar? Leia esta notícia

Margarida Lopes
26 de Agosto 2023 | 11:00
Precisar renegociar os créditos para diminuir os custos fixos ao fim do mês mas não sabe por onde começar? Leia esta notícia

O Doutor Finanças, empresa especializada em finanças pessoais e familiares, explica de que forma a renegociação de créditos pode ser uma solução para recuperar a saúde financeira e indica os passos a dar para minimizar o risco de incumprimento.

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Num contexto de subida progressiva das taxas de juro, muitas famílias têm sentido dificuldades acrescidas em equilibrar o seu orçamento e, em muitos casos, em cumprir com as suas obrigações. O impacto deste agravamento pesa sobretudo para quem contraiu um crédito habitação indexado à Euribor, e tem visto a sua prestação aumentar significativamente a cada revisão. Nestes casos, um dos caminhos a considerar para aliviar o peso da factura mensal é renegociar o crédito.

Em primeiro lugar, para perceber qual a real situação de todos os créditos, deve-se consultar o Mapa de Responsabilidades de Crédito. Posteriormente, é necessário calcular a taxa de esforço. Estas são as contas que vão permitir saber o peso que os créditos têm no seu orçamento, sempre tendo em consideração ainda outros gastos fixos mensais.

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Depois de fazer as contas relativas às despesas, é necessário falar com o banco para tentar renegociar o crédito e reduzir os encargos com as prestações. Entre as condições que se podem tentar alterar encontram-se o spread; o prazo do indexante (Euribor a três, seis ou 12 meses); o regime da taxa de juro (fixa ou variável); o prazo para pagar o empréstimo e a modalidade de reembolso. Existe ainda a possibilidade de renegociar os produtos associados ao crédito habitação.

É fundamental estar atento e antecipar possíveis dificuldades no cumprimento dos contratos de crédito, alertando as instituições sobre esta situação. Tendo em conta o Plano de Acção para o Risco de Incumprimento (PARI), e após avaliar a situação financeira do cliente, a instituição de crédito pode propor a alteração de uma ou mais condições do contrato. Entre as possibilidades contam-se o diferimento de parte do capital para uma prestação futura; o alargamento do prazo de amortização do contrato de crédito; a fixação de um período de carência de reembolso do capital ou de reembolso do capital e de pagamento de juros e a redução da taxa de juro do contrato durante um determinado período.

«É importante termos consciência que algumas das soluções que têm como objectivo mitigar o risco de incumprimento como, por exemplo, o alargamento do prazo dos empréstimos, vão tornar os créditos mais caros, no final das contas», aponta Rui Bairrada, CEO do Doutor Finanças.

Nesse sentido, «não devem ser encaradas como opções mais vantajosas e, sim, como uma forma de resolver um problema, e evitar maiores riscos, até conseguirmos reorganizar as nossas finanças pessoais».

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Para quem tem mais do que um crédito ao consumo, a consolidação de créditos também é uma possibilidade para baixar a prestação mensal dos empréstimos. Isto porque se passa a pagar uma única prestação por todos os financiamentos, com uma taxa de juro mais baixa, que permite poupar, em certos casos, até 60% no total dos encargos.

Caso já esteja com uma ou mais prestações em atraso, para evitar o recurso a tribunais, deve solicitar a integração no procedimento extrajudicial de regularização de situações de incumprimento (PERSI) para renegociar os créditos, obtendo novas condições contratuais.

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