O Doutor Finanças, em conjunto com a Alfredo, uma plataforma de Inteligência Artificial que recolhe dados do sector imobiliário, divulgaram os dados imobiliários relativos a Setembro deste ano. O preço das casas em Portugal continua a subir, de acordo com dados da Alfredo que indicam ainda que a oferta de imóveis no mercado cresceu 10,5% no último ano.
Em Setembro, os imóveis residenciais das principais capitais de distrito do país foram transaccionados a um valor médio de 2200 euros por metro quadrado, o que corresponde a uma subida de 7,7% nos últimos 12 meses. Face ao mês anterior (Agosto), o crescimento foi de 0,3%.
Os preços das moradias foram os que mais contribuíram para este aumento de valores, apesar de terem diminuído ligeiramente no último mês (-0,3%), aumentaram 8,5% em relação a Setembro de 2022.
O preço médio das moradias fixou-se em 1194 euros por metro quadrado, muito abaixo, ainda assim, do valor médio dos apartamentos, que atingiu 2961 euros por metro quadrado no mês anterior. Neste caso, trata-se de um crescimento de 4,9% no último ano, e de 0,4% relativamente a Agosto.
Mais de metade das 18 capitais de distrito portuguesas apresentam uma subida de preços acentuada, com crescimentos acima de 10% no último ano. Já na comparação mensal (face a agosto), das 20 capitais de distrito analisadas, 13 regiões observaram aumentos de preços, cinco registaram descidas, e em dois os valores médios mantiveram-se inalterados.
Ainda sobre valores de transacção de imóveis, Lisboa continua a ser a região mais cara do país, com um preço médio de 408 mil euros no caso dos apartamentos e 590 mil euros nas moradias. Do lado oposto está Portalegre, onde o preço médio de venda dos apartamentos se situou nos 85 mil euros, e a Guarda, onde o preço médio das moradias é de 40 mil euros.
Em termos de oferta, verificou-se um crescimento no mercado ao longo do ano. No final do terceiro trimestre, havia 190.598 imóveis disponíveis para venda, mais 10,5% em relação aos 172.435 de Setembro de 2022.














