Preços da habitação desaceleram no primeiro trimestre (pela primeira vez em quase dois anos). Ainda assim, aumentaram

Os preços da habitação aumentaram 17,8% no primeiro trimestre, em termos homólogos, menos 1,1 pontos percentuais do que no trimestre anterior e registando a primeira desaceleração em quase dois anos, divulgou o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Human Resources com Lusa
27 de Junho 2026 | 14:00
Preços da habitação desaceleram no primeiro trimestre (pela primeira vez em quase dois anos). Ainda assim, aumentaram

Segundo o INE, esta foi a primeira desaceleração do Índice de Preços da Habitação (IPHab) desde o segundo trimestre de 2024.

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Nos primeiros três meses de 2026, o aumento dos preços foi mais expressivo nas habitações existentes (19,7%) que nas habitações novas (12,6%).

Já em relação ao trimestre anterior, o IPHab cresceu 3,8% (variação de 4,0% no trimestre precedente), tendo os preços dos alojamentos existentes aumentado 4,2% e o dos alojamentos novos 2,7%.

A taxa de variação média anual do IPHab fixou-se em 17,9% no primeiro trimestre de 2026, mais 0,3 pontos percentuais que no trimestre anterior, atingindo um novo máximo da série disponível.

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No período de referência, as habitações existentes apresentaram uma taxa de variação de 19,5%, sendo que nas habitações novas o aumento de preços foi inferior, 13,7%.

De acordo com o INE, entre Janeiro e Março deste ano foram transacionadas 37.745 habitações, menos 8,7% do que no mesmo período do ano passado (variação de -4,7% no trimestre anterior) e uma redução em cadeia de 12,4%.

Trata-se do segundo trimestre consecutivo com uma taxa de variação homóloga de sinal negativo no número de transações (-4,7% no último trimestre de 2025).

Do total de vendas, 30.356 (80,4% do total) respeitaram a habitações existentes, correspondendo a uma taxa de variação homóloga de -8,0%. Já nas habitações novas, a redução do número de transações foi de 11,6%, para 7.389 unidades.

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No primeiro trimestre, o valor das habitações transacionadas ascendeu a 9.000 milhões de euros, mais 3,2% face ao mesmo trimestre de 2025, com uma taxa de variação homóloga de 6,9% no valor das transações das habitações existentes, para 7.500 milhões de euros, e uma redução de 6,8% no das habitações novas, para 2.400 milhões.

Face ao trimestre anterior, o valor das transações de alojamentos caiu 7,9% de Janeiro a Março (aumento de 2,6% no quarto trimestre de 2025), registando-se uma redução em ambas as categorias de alojamentos, mas mais pronunciada no caso dos novos (-11,2%) do que nos existentes (-6,8%).

No primeiro trimestre, as vendas de alojamentos às famílias recuaram 8,7% em termos homólogos e 12,4% em cadeia, fixando-se em 32.828 habitações e representando 87,0% do total das vendas.

Em valor, as vendas de alojamentos às famílias cresceram 3,4% em termos homólogos e caíram 8,1% em cadeia, para um total de 8.600 milhões de euros, 86,4% do total.

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Já as aquisições de habitação por compradores com domicílio fiscal no território nacional recuaram 8,4% face ao primeiro trimestre de 2025, para um total de 35.975 unidades (95,3% do total), totalizando 9.100 milhões de euros (mais 3,4% em termos homólogos).

No que respeita aos compradores com domicílio fiscal fora de Portugal, contabilizaram-se 1.770 vendas, menos 15,6% face ao mesmo período do ano anterior (-20,9% no quarto trimestre de 2025).

Entre as categorias de compradores com domicílio fiscal fora do território nacional, a categoria União Europeia foi a que apresentou a maior contração no número de transações, de -16,8%, superior à observada na categoria restantes países, que se fixou em -14,4%.

Numa análise regional, o INE apurou que, até março, todas as regiões registaram uma redução no número de transações relativamente ao mesmo período do ano anterior, com destaque para a Madeira, os Açores e o Algarve, com quebras de 25,6%, 11,4% e 10,7%, respectivamente.

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Ainda assim, os valores das transações de alojamentos continuaram a crescer em algumas das regiões do país, salientando-se, com registos acima da média nacional, as subidas na Península de Setúbal, Oeste e Vale do Tejo, Alentejo e Norte, entre os 4,6% e 16,6%.

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