Preços das casas de luxo continua a aumentar. E Lisboa está no top 3 da Europa

Margarida Lopes
12 de Novembro 2023 | 12:00

O mercado mundial da habitação de luxo continua a crescer, com os preços médios anuais a aumentarem 2,1% nos 46 mercados analisados pelo Índice Knight Frank Prime Global Cities, no período de 12 meses até Setembro. Esta é, aliás, a mais elevada taxa de crescimento registada desde o terceiro trimestre de 2022.

De acordo com o mais recente relatório da Knight Frank, que desde 2021 é parceira da portuguesa Quintela+Penalva, 67% das cidades estudadas mostram crescimento de preço, a um ano.

O crescimento do preço médio nos principais mercados urbanos globais registou uma subida no terceiro trimestre de 2023. A taxa média de crescimento foi de 2,1% para o período de 12 meses até Setembro. Em relação ao segundo trimestre, o aumento foi de 1,6% e, por comparação o crescimento registado no primeiro trimestre foi de 0,2%.

A cidade de Lisboa surge em 13.º lugar no ranking das cidades mundiais cujo preço regista um crescimento de 3,1% nos 12 meses, de 0,9% a seis meses e 0,7% a três meses, e em terceiro lugar quando olhamos para as cidades europeias, antecedida apenas por Madrid (em 5.º lugar) e Estocolmo (em 6.ª posição).

Efectivamente, e segundo Francisco Quintela, Partner da Quintela + Penalva l Knight Frank: «na Europa, Lisboa continua no ranking da liga dos campeões no que toca ao mercado prime, não somente pela crescente qualidade da oferta, ainda que escassa face à procura, mas também pela atractividade que o país tem».

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«As recentes medidas do Governo, no que toca à habitação geraram um clima de incerteza e irão, certamente, provocar um arrefecimento por parte dos investidores. No entanto o mercado imobiliário, nomeadamente o mercado prime, continuará a ser atractivo e um porto seguro para quem procurar o nosso país como um destino seguro e com características únicas na Europa», acrescenta.

A recuperação dos preços anuais confirma que os mercados imobiliários mundiais estão a mostrar sinais de estabilização, apesar do aumento acentuado das taxas juro no que se refere ao crédito à habitação.

No entanto, enquanto 67% dos mercados registaram aumento dos preços ao longo do ano, apenas 63% registaram um aumento no trimestre, o que indica alguma incerteza, devido principalmente à possibilidade de novas subidas das taxas de juro.

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Confira aqui o ranking:

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