“Prefere ser trabalhador por conta de outrem ou por conta própria?”

Delta Coders
14 de Janeiro 2013 | 13:06
“Prefere ser trabalhador por conta de outrem ou por conta própria?”

aberturaSão mais os que optariam por ser trabalhadores por conta própria, perto de metade (49%), enquanto 47% escolheriam ser trabalhador por conta de outrem.

Mas se são mais os que desejam, em teoria, ter o próprio negócio, a maioria indica que este pode não ser o melhor caminho. Ao contrário de Portugal, onde há um equilíbrio de respostas sobre o tipo de emprego, na União Europeia (UE), há mais cidadãos que preferem o estatuto de “empregado” (58%) ao de patrão (37%).

O inquérito foi feito a 42.080 cidadãos de 40 países (os 27 da UE e mais 13), sendo que em Portugal foram inquiridas mil pessoas. Os dados mostram que, face há três anos, há menos cidadãos – portugueses como outros europeus – que querem trabalhar por conta própria. Com a crise económica e financeira, as perspectivas comerciais são piores – “menos promissoras”, enquadra a Comissão Europeia – e isso reflecte-se nas preferências dos inquiridos.

No caso português, do universo que optaria por um emprego por contra própria, a maioria refere a independência como a principal motivação (55% das pessoas). A segunda razão, referida por 23%, tem que ver com a liberdade de escolha do horário e do local de trabalho; e a terceira vantagem, indicada por 16% dos inquiridos, é a expectativa de obterem rendimentos mais elevados. Razões que são também apontadas por esta ordem pelos outros inquiridos.

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Estes dados devem, no entanto, ser lidos com cautela, já que são os próprios inquiridos que reconhecem, na sua maioria, que assumir a condução de um negócio pode na prática não ser a melhor opção em Portugal. Para 51%, o emprego por conta própria não é desejável, havendo neste grupo 26% a indicarem que “não é muito desejável” e 25% que apontam que “não é de todo desejável”. Do lado oposto estão 47% dos inquiridos (22% consideram este um cenário “muito desejável” e 25% “bastante desejável”).

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