Num contexto em que um número crescente de empresas portuguesas já apresenta níveis elevados de exportação, o Prémio evolui para responder à questão de quais são as organizações que estão efetcivamente preparadas para sustentar e crescer a escala da sua presença internacional.
A nova edição assenta numa distinção clara entre desempenho e estrutura. Exportar com intensidade deixou de ser, por si só, um indicador suficiente. O foco passa a estar na forma como as empresas organizam a sua presença internacional, tomam decisões em contextos complexos e articulam crescimento, inovação e execução.
O processo inicia-se com a identificação de empresas com elevado desempenho internacional, com base em dados económicos e financeiros, permitindo isolar um grupo restrito de organizações que combinam intensidade exportadora, diversificação de mercados, crescimento e investimento em inovação – correspondendo ao segmento mais competitivo das empresas internacionalizadas em Portugal. Estas empresas serão convidadas a responder a um questionário estruturado que permite avaliar o grau de maturidade do seu modelo de internacionalização.
As empresas que avancem nesta fase recebem um relatório de maturidade que analisa a sua presença estrutural nos mercados, a capacidade organizacional, a robustez dos sistemas de decisão e a transferibilidade da sua vantagem competitiva, posicionando-as numa trajectória que distingue a internacionalização predominantemente comercial de modelos mais estruturados e escaláveis.
A fase seguinte do Prémio selecciona três finalistas por categoria, que serão convidados a participar numa entrevista em profundidade à liderança da empresa. Este momento constitui o núcleo da avaliação.
Mais do que validar informação, a entrevista permite analisar a coerência do modelo de internacionalização, confrontando a estratégia com as decisões tomadas, os recursos mobilizados e os resultados alcançados. Serão particularmente valorizadas as empresas que demonstram capacidade de gerir tensões entre eficiência e crescimento, de integrar conhecimento e tecnologia nas suas operações e de adaptar o seu modelo a diferentes contextos internacionais.
Na prática, este processo funciona como um teste à solidez do modelo de internacionalização, conduzido em diálogo com a COTEC, permitindo evidenciar o grau de consistência e evolução das organizações.
O júri, composto por personalidades das áreas empresarial, académica e de políticas públicas, será responsável pela escolha dos vencedores em cada categoria, tendo em conta o grau de inovação, a coerência estratégica e a capacidade de execução demonstrada. Entre os vencedores será ainda distinguido o Grande Vencedor, correspondente à empresa que melhor evidencia um modelo de internacionalização integrado, consistente e diferenciador.
«O Prémio evolui nesta edição para uma lógica mais exigente, centrada na forma como as empresas constroem a sua presença internacional. O que procuramos são organizações que consigam transformar crescimento em capacidade estrutural, combinando estratégia, execução e adaptação a contextos complexos», afirma Jorge Portugal, director-geral da COTEC Portugal.
«Esta nova edição do Prémio reflete o compromisso contínuo do Santander em apoiar as empresas portuguesas na sua ambição de crescer além-fronteiras. Acreditamos que a internacionalização exige mais do que escala. Exige visão, consistência, inovação e capacidade de execução, e é nesse caminho que nos posicionamos como parceiro, disponibilizando soluções, conhecimento e uma rede global que ajudam a transformar potencial em crescimento sustentável», afirma Amílcar Lourenço, administrador executivo do Banco Santander.
O processo de candidatura mantém-se assente em indicadores objectivos como intensidade exportadora, crescimento internacional, investimento em I&D, produtividade e rentabilidade, assegurando uma base comparável e transparente na selecção das empresas.
O Prémio distingue empresas em função da sua dimensão – Pequena, Média e MidCap – e do perfil geográfico da sua actividade – Europa ou Global – assegurando uma avaliação ajustada às diferentes trajetórias de internacionalização.
O Banco Santander reforça o apoio à expansão internacional através de equipas especializadas em diversas geografias, prontas para apoiar as empresas nas suas transações internacionais, disponibilizando ferramentas, informações de mercado, e promovendo contactos, potenciando assim um ecossistema robusto para criar pontes que reduzem riscos e aceleram resultados. Na edição deste ano o Grande Vencedor receberá, adicionalmente, uma experiência para duas pessoas no Formula 1 Tag Heuer Gran Premio de España 2026, em Madrid, oferecida pelo Banco Santander.
As candidaturas à terceira edição do Prémio Inovação na Internacionalização decorrem até 15 de Maio e podem ser submetidas através da página da iniciativa.












































































































































































































