O estudo revela que existe uma desconexão entre os colaboradores, os RH e a direcção das organizações que pode comprometer o caminho para o desempenho máximo. Os colaboradores demonstram sinais de esgotamento, com apenas 44% a referir que estão a prosperar no trabalho, um declínio acentuado face aos 66% registados em 2024, um valor ainda mais baixo do que o registado durante a pandemia COVID-19.
Este cenário ameaça a produtividade, uma vez que uma força de trabalho esgotada, marcada pelo «FOBO» (fear of becoming obsolete – medo de se tornar obsoleta), não consegue manter um desempenho sustentado.
A ansiedade irá comprometer a produtividade, a menos que os líderes a abordem. A maioria dos colaboradores (62%) concorda que os líderes subestimam o impacto emocional da IA, mas apenas 19% dos responsáveis de RH consideram esses impactos como parte da sua estratégia de implementação digital.
Embora a principal prioridade dos executivos de topo, em termos de retorno do investimento, seja a reestruturação do trabalho para incorporar IA e automação (63%), a principal prioridade dos RH é melhorar a experiência dos colaboradores para atrair e reter os melhores talentos. Numa altura em que as empresas têm de se transformar para a era homem-máquina, os executivos de topo e os RH não estão alinhados quanto aos factores que impulsionam o desempenho.
Para a direcção executiva, o futuro da função de RH reside na gestão conjunta do talento humano e dos agentes digitais (82%). Talvez por esta razão, os profissionais de RH estejam a considerar formas de reinventar a função, com muitos a defender que as funções de RH e TI se deverão aproximar.
Apesar do forte investimento na implementação da IA, os líderes da direção executiva estão hoje menos confiantes de que a sua organização está bem preparada para ter sucesso na era homem-máquina – 51% em 2026, contra 65% em 2024. À medida que as empresas se preparam para um futuro impulsionado pela IA, inspirar a mudança e adoptar novas formas de trabalhar tornaram-se fundamentais. Os investidores reconhecem isso, com 83% a afirmar que as organizações lideradas por executivos adaptáveis e resilientes terão um desempenho superior ao dos seus pares durante a disrupção.
Formar líderes resilientes e com fluência digital continua, no entanto, a ser um desafio. Enquanto os executivos continuam a dar prioridade a competências como a gestão de risco e a estratégia, os colaboradores valorizam qualidades como a comunicação e a empatia. Todas estas competências são essenciais, mas devem ser complementadas por conhecimentos digitais para liderar a transformação impulsionada pela IA.
Apesar de 75% dos líderes reconhecerem a necessidade de as suas organizações se tornarem mais digitais para competir, apenas 30% classificam a sua agilidade digital como elevada. Colmatar esta lacuna é vital, uma vez que a fluência em IA se tornará tão crítica para o sucesso da liderança como a perspicácia financeira.












































































































































































































