A utilização global dos escritórios aumentou para 56% e sete em cada dez trabalhadores já comparecem presencialmente entre três e cinco dias por semana. Apesar do avanço, a maioria das organizações ainda não começou a aplicar inteligência artificial ao planeamento dos espaços.
O estudo da JLL identifica a maior alteração anual nos padrões de presença dos últimos três anos. A percentagem de trabalhadores que comparece no escritório entre três e quatro dias por semana aumentou de 36% para 55%.
Ao mesmo tempo, a presença de apenas um ou dois dias por semana caiu de 31% para 20%, enquanto a proporção de profissionais totalmente remotos diminuiu de 18% para 10%. Globalmente, 70% dos trabalhadores abrangidos pelo estudo deslocam-se agora ao escritório entre três e cinco dias por semana.
O mesmo estudo revela que os programas híbridos estão presentes em 80% das organizações, ligeiramente acima dos 77% de 2025, embora ainda abaixo do máximo de 87% registado em 2024.
No entanto, o reforço da presença não está a ser acompanhado pelo mesmo investimento na gestão da mudança. Apenas 31% das organizações possuem actualmente programas desta natureza, abaixo dos 40% registados no ano anterior. O estudo alerta que impor a presença sem criar condições para envolver as equipas pode gerar cumprimento das regras, mas não necessariamente maior compromisso.
O estudo indica também que o trabalho híbrido continua a dominar, mas está a tornar-se menos flexível. Cerca de 62% das organizações já exigem um número fixo de dias de presença no escritório, acima dos 49% registados em 2025 e dos 28% de 2022. Em contrapartida, os modelos totalmente flexíveis recuaram de 40%, em 2022, para apenas 14% em 2026.
O relatório revela que as empresas estão a entrar numa nova fase da gestão imobiliária: já não procuram apenas saber quantas pessoas ocupam os edifícios, mas construir uma infraestrutura de dados que permita antecipar necessidades, optimizar áreas e apoiar decisões através de inteligência artificial.
O estudo foi feito a partir de dados de 84 organizações, com um total de 716 milhões de pés quadrados de espaços na América do Norte, América Latina, Europa, Médio Oriente, África e Ásia-Pacífico.














