Prestação Social Única vai juntar 13 apoios (exclui reforma). E vai incluir uma componente de incentivo ao trabalho

A futura prestação social única vai agregar 13 apoios do subsistema de solidariedade, incluindo o Rendimento Social de Inserção, mas excluindo o complemento solidário para idosos, devendo o diploma ser aprovado em breve para discussão parlamentar.

Human Resources com Lusa
24 de Abril 2026 | 07:50

A garantia foi dada pela secretária de Estado da Segurança Social, Filipa Lima, numa audição regimental na comissão parlamentar de Trabalho, Segurança Social e Inclusão, na qual explicou que o projecto “está actualmente em circulação entre os membros do Governo”, prevendo-se o seu envio “muito em breve” à Assembleia da República, sob a forma de projecto de lei.

Segundo a governante, a prestação social única (PSU) tem como principal objectivo simplificar o acesso aos apoios sociais, reduzindo a burocracia associada ao actual sistema, caracterizado por múltiplas prestações e diferentes regras de acesso.

«É uma prestação que visa simplificar o acesso a apoios sociais, reduzindo a burocracia pela complexidade dos apoios que existem atualmente e, por essa via, também os custos de contexto», afirmou Filipa Lima.

A PSU irá integrar 13 prestações do subsistema de solidariedade, incluindo o Rendimento Social de Inserção (RSI), mas não abrangerá o Complemento Solidário para Idosos (CSI), uma exclusão que Filipa Lima fez questão de sublinhar, na sequência de referências feitas durante o debate.

A reforma prevê ainda a harmonização das condições de acesso às prestações, nomeadamente no que diz respeito à condição de recursos, bem como o reforço da adequação, cobertura e eficácia do sistema de protecção social.

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Entre as principais novidades, a secretária de Estado destacou a introdução de uma componente de incentivo ao trabalho, destinada a evitar que o aumento dos rendimentos laborais conduza automaticamente à perda de apoios sociais.

«Vamos incluir uma componente de incentivo ao trabalho, fazendo com que um aumento do rendimento de trabalho não conduza a uma perda automática do rendimento disponível», explicou.

Por outro lado, será também integrada uma componente de participação em actividades de solidariedade social, funcionando como contrapartida para beneficiários em idade activa.

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Filipa Lima assegurou ainda que serão previstas normas de transição para salvaguardar os actuais beneficiários, garantindo que a passagem para o novo modelo não implica perdas abruptas de protecção.

Relativamente aos prazos, a governante considerou que o Executivo está em condições de cumprir o calendário definido, apesar de ter sido necessário recuperar atrasos no desenvolvimento da medida.

«Contamos enviar muito em breve à Assembleia da República o projecto de lei para aprovação e assim cumprirmos a meta do PRR», afirmou.

A criação da prestação social única integra o conjunto de reformas previstas no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) na área da segurança social, visando tornar o sistema mais simples, eficiente e ajustado às necessidades dos beneficiários.

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