Previsões de emprego para 2020: perfis mais procurados, o que valorizam e quais os maiores desafios

De acordo com o Guia do Mercado Laboral 2020, da Hays, a maioria dos empregadores (77%) indicam que Portugal entrará em 2020 com um contexto económico e social relativamente estável, mas apenas 36% acham que o país está mais preparado para lidar com instabilidade.

Quando questionados relativamente à preparação em curso para a quarta revolução industrial, a maioria dos empregadores parece acreditar mais na preparação da sua empresa, do que na preparação do país enquanto colectivo.

Nos últimos anos, tem-se vindo a verificar uma clivagem entre o crescente interesse dos empregadores em contratar e o decréscimo gradual na percentagem de profissionais interessados em procurar novos projectos profissionais. No entanto, 2020 parece trazer novidades em relação à inversão desta dinâmica, de acordo com o Guia do Mercado Laboral, 82% dos empregadores pretendem recrutar e 78% pretendem mudar de emprego. Este último valor representa um aumento uns 8 pontos percentuais, em relação ao ano passado.

 

Perfis mais procurados
Entre os perfis mais procurados para 2020 encontram-se os Comerciais (30%), Tecnologia de Informação (30%), Engenharia (22%), Marketing e Comunicação (14%) e Logística e Supply Chain (13%).

Quando questionados relativamente às competências que mais valorizam num profissional, os inquiridos referiram a apetência para trabalhar em equipa (56%), as competências técnicas (55%), ética/valores (54%), proatividade (53%) e capacidade de trabalho (48%). Entre as menos valorizadas, encontram-se a experiência internacional, referida apenas por 4% dos empregadores, a rede de contactos (3%) e a diplomacia (2%).

 

O que procuram os profissionais
O estudo mostra também um aumento de insatisfação em todos os factores destacados, sendo que os cinco principais são as perspectivas de progressão (74%), os prémios de desempenho (71%), a comunicação interna (62%), o pacote salarial (62%) e a formação (61%). Como ponto contrário os profissionais aparentam estar satisfeitos com a localização geográfica da empresa (79%), horários (76%), qualidade das instalações (75%), situação contratual (75%) e ambiente de trabalho (72%).

Quanto à disponibilidade para uma mudança de emprego por área, os sectores com maior interesse são Retalho (87%), Engenharia (82%), Office Support (81%), Contabilidade e Finanças (80%) e Tecnologias de Informação e Turismo e Lazer (79%). Relativamente às principais motivações para uma eventual mudança de emprego, os principais factores destacados são o pacote salarial (59%), a perspetiva de progressão de carreira (58%), procura de projetos mais interessantes (48%), insatisfação com a empresa (22%) e com a chefia directa (16%) e ainda, o stress constante e o receio de burnout (15%).

 

Principais desafios na gestão de talento
Para os empregadores que participaram no inquérito, 2019 foi um ano globalmente positivo para a maioria das empresas. Quando questionados pelos resultados da sua empresa 65% respondeu que estava de acordo com as expectativas, 20% acima das expectativas e 15% abaixo das expectativas. Outros indicadores vêm confirmar esta tendência positiva, tal como 91% dos empregadores efectuaram contratações, 74% aumentos salariais, 29% aumentos de benefícios e 52% de promoções.

Como as três principais dificuldades do mercado actual destacam-se a falta de profissionais qualificados (53%), a desadequação entre a oferta de profissionais e as vagas disponíveis (49%) e a pouca articulação entre uma legislação laboral rígida (36%). Isto vem reforçar quando 64% dos inquiridos afirma que em 2019 tiveram que recrutar pessoas pouco adequadas às oportunidades de emprego que tinham em aberto, e 38% desistiram de concluir processos de recrutamento para optar por recursos internos.

No entanto, as principais dificuldades de gestão de recursos humanos foram a atracção (54%) e a retenção (51%), seguidos da comunicação interna (31%), da preparação de equipas de management (23%), da formação (18%), da adaptação a uma nova realidade laboral (17%) e das diferenças geracionais (13%).

Quanto aos perfis mais difíceis de recrutar, 32% indicou Tecnologia de Informação, 31% comerciais e 18% engenheiros.

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