Primeiro-ministro anuncia novo pacote de apoios para famílias e empresas em Setembro

Human Resources com Lusa
21 de Julho 2022 | 17:30

O primeiro-ministro anunciou no parlamento que, em Setembro, o Governo vai adoptar um novo pacote de medidas para apoiar o rendimento das famílias e a actividade das empresas face aos efeitos da inflação.

Esta linha de acção do executivo foi transmitida por António Costa no seu discurso que abriu o debate sobre o estado da nação na Assembleia da República.

«É hoje claro que, com o prolongar da guerra, o efeito da inflação será mais duradouro do que o inicialmente previsto. Por isso, no final deste trimestre, em Setembro, iremos adoptar um novo pacote de medidas para apoiar o rendimento das famílias e a actividade das empresas», declarou o líder do executivo.

Antes de o debate começar, o primeiro-ministro deslocou-se à bancada do PSD para cumprimentar o ex-presidente social-democrata, Rui Rio.

A parte inicial do discurso do primeiro-ministro foi dedicada às consequências da conjuntura internacional na economia portuguesa, salientando que «do estado de pandemia da COVID-19 se passou ao estado de guerra» e advogando que «Portugal reagiu de imediato com a condenação da invasão Russa e no apoio à Ucrânia».

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«Todos sabemos que os efeitos da guerra não se contêm nas fronteiras da Ucrânia. Têm um efeito global e têm um efeito em Portugal – efeito que se traduz, desde logo, num brutal aumento da inflação, impulsionado pelo custo das importações, em particular da energia», assinalou.

De acordo com o líder do executivo, a resposta tem passado pela tentativa de contenção do aumento do preço da energia «na medida do possível», pelo apoio à produção das empresas mais expostas ao consumo de energia e pela atribuição de auxílios às famílias mais carenciadas.

Na sua perspectiva, como resultado das medidas adotadas, houve uma «redução de 3,7% do preço da electricidade para as famílias no mercado regulado; redução de 18 pontos percentuais da carga fiscal sobre os combustíveis, permitindo uma poupança de 16 euros num depósito de 50 litros de gasolina ou 14 euros num depósito de gasóleo; e uma redução do impacto da subida do preço do gás na produção de electricidade no mercado spot, com uma poupança média diária neste primeiro mês de aplicação de 18%».

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