O primeiro-ministro, António Costa, defendeu a continuidade do investimento na qualificação dos portugueses, assumindo a meta de, até 2030, 70% da população adulta ter, pelo menos, o ensino secundário completo.
Esse objectivo foi transmitido por António Costa no discurso de encerramento da sessão da manhã do Seminário Estratégia Norte 2030, no Europarque, que está a decorrer em Santa Maria da Feira, no distrito de Aveiro.
O chefe do Governo referiu que o investimento na qualificação dos portugueses foi a «maior mudança estrutural» que o país teve nos últimos 20 anos, afirmando que esse esforço «tem de ser prosseguido e não se pode centrar apenas nas novas gerações», onde o país já está «acima da média europeia na frequência do ensino superior».
«Não podemos deixar ninguém para trás», afirmou António Costa, sublinhando que o investimento que tem de ser feito na educação e na formação de adultos «é da maior importância».
O primeiro-ministro referiu ainda que o investimento na educação dos adultos implica um esforço «gigantesco» do ponto de vista das pessoas e das empresas, porque «grande parte desta população é a população activa».
O chefe de Estado lembrou ainda que, em 2004, quando foi o último processo de alargamento da União Europeia, só 25% da população portuguesa tinha o ensino secundário, enquanto que, nos novos países da adesão, 75% da população já tinha pelo menos o ensino secundário.
Na sua intervenção, António Costa disse ainda haver uma meta contratualizada para que cerca 200 mil trabalhadores estejam envolvidos em acções de upskilling e reskilling, tendo em conta que há um conjunto de actividades que hoje existem e que vão necessariamente ser descontinuadas, neste processo de transição digital e energética.














